O ex-governador e advogado Pedro Taques (PSB) apresentou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um novo aditamento à representação relacionada à Operação Heritage, pedindo que o Ministério Público requeira ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão preventiva de Mauro Mendes (União) e Fábio Garcia (União). O argumento é de que os dois teriam descumprido a medida cautelar que proíbe contato entre investigados. A restrição foi determinada pelo ministro Flávio Dino no âmbito da operação da Polícia Federal, que apura suspeitas de crimes contra o sistema financeiro, peculato e lavagem de dinheiro.
Segundo a petição, Mauro e Fábio participaram, no último dia 5, do lançamento da campanha do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, em Sinop, onde teriam permanecido próximos, se cumprimentado e trocado palavras. Fábio Garcia já negou ter violado a cautelar e afirmou que a decisão judicial proíbe contato, mas não estabelece distância mínima entre os investigados.
O documento também pede investigação sobre uma suposta estratégia de comunicação para descredibilizar a Polícia Federal, a PGR e o STF após a deflagração da Heritage. Taques sustenta que publicações com críticas de Mauro às investigações teriam sido impulsionadas e questiona se recursos de publicidade do Governo de Mato Grosso foram usados para financiar conteúdos de interesse particular. A acusação ainda depende de apuração e, até o momento, não há comprovação pública de uso irregular dessas verbas.
Além da prisão preventiva, a representação pede, alternativamente, medidas mais rígidas, como tornozeleira eletrônica, proibição de participação conjunta em eventos, suspensão de funções públicas e diligências para analisar vídeos do ato em Sinop e contratos de publicidade estadual. Caberá à PGR avaliar os pedidos e decidir se há elementos para submetê-los ao STF. Mauro e Fábio são investigados, mas não foram condenados pelos fatos apurados na Operação Heritage.



























