Uma algodoeira de grande porte e uma fábrica de ração foram flagradas furtando energia nesta quarta-feira (9), na zona rural de Campo Verde. As irregularidades foram identificadas durante mais uma etapa da Operação Energia Limpa, realizada em conjunto pela Energisa Mato Grosso, Polícia Civil e Politec.
Os estabelecimentos estavam conectados diretamente à rede de alta tensão, sem que a energia utilizada passasse pelo sistema de medição, permitindo o funcionamento das atividades sem o registro do consumo.
Na algodoeira, os técnicos constataram que o conjunto de medição havia sido retirado. Foram realizadas buscas na propriedade, mas o equipamento não foi encontrado. O sumiço do medidor será investigado juntamente com a ocorrência de furto de energia.
Os responsáveis pelas duas empresas não estavam nos locais no momento da operação, mas vão responder pelo crime.
Ligações diretas desse porte submetem a rede a cargas que não aparecem nos sistemas de acompanhamento distribuidora de energia elétrica. A prática pode provocar falhas no fornecimento e expõe trabalhadores, moradores e os próprios responsáveis pela intervenção ao risco de choque elétrico, incêndio e acidentes fatais.
“Não estamos falando apenas de consumo sem pagamento. Uma intervenção clandestina em instalações usadas por empreendimentos de grande porte movimenta uma carga elevada de energia e cria um risco que ultrapassa os limites da propriedade. A Operação Energia Limpa combina fiscalização técnica, perícia e investigação policial para interromper essas situações e responsabilizar quem participa da fraude”, afirma Luciano Lima, gerente de combate a perdas da Energisa Mato Grosso.
Denúncias
As denúncias da população são importantes para ajudar as equipes de fiscalização a localizarem e retirar instalações irregulares. As informações podem ser repassadas de forma anônima pelos canais de atendimento da Energisa Mato Grosso ou diretamente aos órgãos de segurança pública, pelos telefones 190, 181 e 197.























