SANTUÁRIO EM CHAPADA DOS GUIMARÃES

Última elefanta africana em cativeiro na Argentina chega ao Brasil

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A elefanta africana Kenya, de 44 anos, último exemplar de sua espécie em cativeiro na Argentina, cruzou recentemente a fronteira com o Brasil rumo ao Santuário de Elefantes Brasil (SEB), localizado em Chapada dos Guimarães (a 65 km de Cuiabá).

A transferência marca o fim de mais de 130 anos de permanência de elefantes em zoológicos argentinos e representa um recomeço para Kenya, que agora poderá viver em um ambiente mais próximo de seu habitat natural.

A mudança foi autorizada pela Subsecretaria Nacional do Meio Ambiente da Argentina e demandou um extenso período de preparação. Residente solitária do antigo zoológico de Mendoza, Kenya passou por um processo cuidadoso de adaptação, que incluiu treinamentos comportamentais e dessensibilização a estímulos visuais e sonoros, a fim de suportar a longa jornada de cerca de 4 mil quilômetros — prevista para durar aproximadamente cinco dias.

O SEB confirmou a entrada da elefanta em território nacional e destacou que, com sua partida, a Argentina encerra um capítulo histórico de 136 anos de confinamento de elefantes em zoológicos.

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A viagem é acompanhada por uma equipe técnica especializada e conta com escolta da Polícia Rodoviária Federal (PRF). De acordo com o SEB, Kenya está “muito bem, ativa e com bom apetite”. Durante a jornada, teve até a oportunidade de provar sua primeira água de coco — uma experiência comemorada com humor pelos cuidadores, que disseram que agora ela está “oficialmente brasileira”.

No santuário, Kenya terá acesso a uma área de 1.500 hectares com vegetação nativa, amplo espaço para circulação e convívio com outras elefantas. O local abriga atualmente seis animais: Bambi, Mara, Raia, Maia, Guilhermina e Pupy — esta última, também africana, chegou em abril deste ano.

O SEB é referência na reabilitação física e emocional de elefantes resgatados de cativeiro e oferece cuidados constantes, além de alimentação rica e variada. Durante o trajeto, Kenya tem recebido feno fresco, frutas, folhas, capim, palmeiras, bambu e cana-de-açúcar.

A chegada da elefanta ao santuário representa não apenas uma vitória individual, mas também um avanço significativo para a causa da proteção animal na América do Sul — simbolizando a esperança de uma vida mais digna e livre para animais que, por décadas, viveram sob restrição.

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