RECADO

Servidor que fizer campanha em escola será demitido, afirma Abilio

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), declarou que irá demitir servidores da área da Educação que promoverem o que classificou como “campanha eleitoral” dentro das escolas durante o período eleitoral, que tem início em agosto deste ano. Segundo ele, em eleições passadas houve servidores “cooptados” para atuar como cabos eleitorais nas unidades escolares, prática que, afirmou, não será tolerada em 2026.

A declaração foi feita durante discurso na abertura da Semana Pedagógica, evento promovido pela Secretaria Municipal de Educação. Na ocasião, Abilio ressaltou que não permitirá que professores, coordenadores, diretores ou secretários sejam pressionados ou usados para fins políticos.

“Não quero que as nossas escolas, nossos professores, coordenadores e secretários sejam cooptados, chantageados ou ameaçados por ninguém e nem transformados em cabos eleitorais”, afirmou o prefeito.

Ele reforçou que medidas administrativas serão adotadas em casos de irregularidades. “Neste ano, o diretor que estiver cooptando alguém para participar de reunião ou de processo político, vou tirar. O coordenador que ameaçar, chantagear, vou tirar. É um código de ética da Prefeitura de Cuiabá. A escola é da sociedade”, disse.

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Abilio relatou ainda ter tomado conhecimento de um caso em que uma diretora teria sido ameaçada de demissão por integrantes de uma gestão anterior, caso não apoiasse determinado candidato, situação que, segundo ele, não voltará a ocorrer.

“Se isso já aconteceu no passado e alguém foi participar de reunião ou de apoio por medo de perder o cargo ou o emprego, isso agora acabou. Se alguém usar o meu nome para falar alguma coisa, é mentira. Não vá. Não faça deste ano pedagógico um ano eleitoral”, declarou.

Desde que assumiu a Prefeitura, Abilio tem adotado postura de combate a manifestações políticas na gestão municipal. Um episódio de repercussão ocorreu em julho de 2025, durante a Conferência Municipal do Sistema Único de Saúde (SUS), quando o prefeito interrompeu a fala de uma professora após o uso do pronome neutro “todes”.

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