A advogada Kamila Michiko Teischmann afirmou que recebeu com gratidão a votação que a colocou na liderança da lista tríplice destinada ao preenchimento de uma vaga de juíza-membro substituta do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Ela recebeu 24 votos durante a escolha realizada pelo Pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), no dia 27 de agosto.
Em entrevista ao
, Kamila relacionou o resultado à trajetória construída na advocacia, aos estudos, às causas sociais e à defesa da equidade de gênero.
“Recebi esse resultado com profunda gratidão e acredito sinceramente que uma parte do meu destino e da minha família se cumpriu naquele dia, porque eu sempre me dediquei aos estudos, à minha classe, que é a advocacia, a muitas causas sociais e, especialmente, à questão da equidade de gênero”, declarou.
A advogada liderou a votação com 24 votos. Mara Yane Barros Samaniego recebeu 22 votos, enquanto Angélica Rodrigues Maciel Felizardo obteve 21. As três compõem a primeira lista exclusivamente feminina formada pelo TJMT para uma vaga no TRE-MT.
Kamila ponderou que, diante da quantidade de profissionais qualificadas que participaram da disputa, não seria possível atribuir a votação a um único fator. Ao todo, 19 advogadas permaneceram no processo de escolha.
“A votação não deve ser compreendida como um reconhecimento individual, mas como a expressão da confiança que depositaram em uma trajetória construída com estudo, independência, compromisso com a advocacia e participação em causas de interesse coletivo”, afirmou.
“Nenhuma trajetória se constrói de forma solitária. Nela tem muito trabalho de pessoas que a gente às vezes não vê, a família, a confiança dos colegas e a contribuição de muitas mulheres que, antes de nós, já trilharam esse caminho e pavimentaram para hoje a gente passar”, destacou.
Ao comentar o caráter histórico da lista, Kamila afirmou que a representatividade precisa produzir resultados que ultrapassem a presença simbólica de mulheres em cargos de poder.
Segundo a advogada, a presença feminina deve contribuir para aumentar a participação das mulheres nos espaços de poder, na produção acadêmica e nas tomadas de decisão.
“A representatividade não pode se limitar à imagem de mulheres ocupando posições de poder. Precisa produzir consequências concretas, ampliar a participação feminina nos espaços de decisão e assegurar condições para que mais mulheres possam exercer autoridade sem precisar renunciar à própria identidade”, afirmou.
A vaga será aberta em 22 de outubro, quando termina o biênio do atual ocupante, o jurista Welder Queiroz dos Santos.



























