PLANO DE GOVERNO

Com mais de 100 escolas fechadas em Mato Grosso, Natasha propõe transformação na educação

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A candidata ao Governo de Mato Grosso, Dra. Natasha defendeu uma mudança na política educacional do Estado, com fortalecimento da escola pública, valorização dos profissionais e garantia das condições necessárias para que os estudantes aprendam. O tema foi destaque no programa eleitoral desta segunda-feira (7), que chamou atenção para a redução do número de unidades da rede estadual nos últimos anos.

Levantamento realizado a partir de atos publicados no Diário Oficial do Estado aponta que mais de 100 escolas estaduais foram administrativamente extintas durante a atual gestão. A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) afirma que o processo faz parte do chamado “redimensionamento” da rede e que, em muitos casos, as unidades passaram para a responsabilidade dos municípios, sem interrupção da oferta de ensino.

Natasha critica a política adotada e defende que os problemas da educação sejam enfrentados com investimento na rede pública, melhores condições de ensino e valorização de quem trabalha diariamente nas escolas. Para ela, transformar a educação exige presença do poder público e políticas capazes de garantir estrutura, profissionais e suporte pedagógico aos estudantes.

A transformação proposta pela candidata começa na primeira infância. Natasha assume o compromisso de trabalhar para que todas as crianças tenham acesso à creche, ampliando a oferta de vagas e tratando a educação infantil como uma prioridade do Estado. A proposta busca assegurar às crianças cuidado, proteção e desenvolvimento desde os primeiros anos e dar às famílias, especialmente às mães, condições para trabalhar sabendo que seus filhos estão sendo atendidos.

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Professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) há 36 anos, Natasha defende ainda a realização de concurso público para ampliar o número de profissionais efetivos e reduzir a dependência de contratos temporários. A proposta é garantir maior estabilidade às equipes escolares e melhores condições para o desenvolvimento do trabalho pedagógico.

A valorização, segundo a candidata, precisa ir além da questão funcional. Natasha defende condições adequadas de trabalho e atenção à saúde mental dos profissionais da educação, diante das pressões e dos desafios enfrentados cotidianamente dentro das escolas.

É nesse contexto que a candidata coloca a aprendizagem no centro de sua proposta. Para Natasha, eventuais defasagens dos estudantes não podem ser tratadas como responsabilidade individual de professores, crianças ou adolescentes, mas como um problema que exige resposta da política pública, com estrutura, acompanhamento e suporte pedagógico.

“Quero resgatar a escola de verdade, onde os alunos passam de ano por terem aprendido. E, se tiverem alguma dificuldade, são ajudados a aprender e não carimbados de qualquer maneira”, afirma Natasha no programa.

Uma das metas apresentadas é garantir que as crianças estejam alfabetizadas até o segundo ano. Para aquelas que apresentarem dificuldades, a proposta é assegurar acompanhamento e reforço escolar, dando aos professores e às escolas instrumentos para enfrentar as defasagens.

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“Toda criança deve estar alfabetizada até o segundo ano. Isso é inegociável. E quem não aprendeu terá apoio, terá reforço e não desculpas”, declarou.

Para adolescentes e jovens, Natasha propõe ampliar o acesso ao ensino técnico e fortalecer a preparação para o vestibular, criando oportunidades para a continuidade dos estudos, ingresso no ensino superior e qualificação para o mundo do trabalho.

A educação está diretamente ligada à trajetória da candidata. Médica, mestre, doutora e professora da UFMT, Natasha afirma que o conhecimento foi determinante para construir sua vida profissional e que pretende transformar essa experiência em política pública.

“Eu tenho mestrado e doutorado. Não guardei nenhum dos dois numa moldura. Uso como ferramenta, porque acredito que conhecimento é a única riqueza que ninguém tira de você. Foi estudando que construí cada capítulo da minha vida”, afirma.

Para Natasha, a transformação da educação de Mato Grosso passa por uma mudança de prioridades: garantir creche para todas as crianças, fortalecer a escola pública, valorizar e cuidar dos profissionais da educação e assegurar aos estudantes condições reais para aprender e construir seu futuro.

“Mato Grosso não precisa de discursos bonitos sobre educação. Precisa, na prática, de quem conhece o valor de cada aula”, concluiu.

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