O ex-procurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Luiz Eduardo Figueiredo Rocha e Silva teve o habeas corpus negado. A decisão é do desembargador Gilberto Giraldelli, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desta quarta-feira (16). Luiz Eduardo é assassino confesso do morador em situação de rua, Ney Muller Alves Pereira, no bairro Boa Esperança, no dia 9 de abril
Na decisão, o magistrado considerou que é preciso uma análise mais profunda dos fatos. O juiz também não identificou vícios ou ilegalidades que converteram a prisão em flagrante em preventiva.
“Tenho que sua análise exauriente deve ser resguardada ao momento oportuno, pelo juiz natural da ordem, que é a Terceira Câmara Criminal”, explicou.
No pedido de habeas corpus, os advogados Rodrigo Pouso Miranda e Pedro Paulo Peixoto justificaram a liberdade provisória destacando que ele se apresentou espontaneamente e tem pontos favoráveis, como ser réu primário e ter endereço fixo.
O crime ocorreu após Ney Muller, supostamente, ter arremessado pedras contra o veículo do ex-procurador, uma Land Rover, que estava estacionada em um posto de combustível. Luiz Eduardo jantava no momento do ataque ao veículo.
Ao retornar ao veículo, Luiz percebeu os estragos e foi informado por terceiros sobre as características de Ney. Ele então seguia até sua casa, deixou a esposa e o filhos e seguiu a procurar de Ney. Nas proximidades da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), ele o localizou e efetuou os disparos que resultaram em sua morte de Ney.
Um dia após sua apresentação à delegacia (11), o juiz da 10ª Vara Criminal de Cuiabá, João Bosco Soares da Silva, converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, atendendo à solicitação do titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Edison Pick.






























