ELEIÇÕES 2026

TRE-MT usará inteligência artificial para rastrear dinheiro ilegal em campanhas

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) pretende utilizar ferramentas de inteligência artificial para reforçar a fiscalização sobre o financiamento das campanhas eleitorais deste ano. A medida tem como foco identificar possíveis irregularidades na prestação de contas e combater a entrada de recursos ligados ao crime organizado no processo eleitoral.

A informação foi dada pelo vice-presidente do TRE-MT e corregedor eleitoral, desembargador Marcos Machado. Segundo ele, a atuação de facções criminosas nas eleições é uma preocupação tanto da Justiça Eleitoral em Mato Grosso quanto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Para ampliar o trabalho de inteligência, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Alves, firmou um termo de cooperação técnica com a Polícia Civil. A iniciativa contará ainda com o apoio dos desembargadores Lídio Modesto e Luiz Octávio Saboia.

Machado afirmou que a tecnologia será usada principalmente na análise da contabilidade eleitoral. “Um dos mecanismos que temos é o uso da inteligência artificial na contabilidade. Você tem praticamente uma inteligência ultra-humana que vai buscar as justificativas e vai atrás do dinheiro”, disse.

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Segundo o corregedor, o uso da IA representa um avanço em relação às fiscalizações realizadas em eleições anteriores. “A inteligência artificial tem mecanismos para busca sobretudo de equações. Para explicações a respeito das justificativas. Então, você tem toda uma ferramenta diferente daquilo que você tinha nas eleições passadas”, afirmou.

O grupo coordenado pela presidência do TRE-MT deverá atuar no monitoramento das informações e também no recebimento de denúncias, que serão analisadas conforme os indícios apresentados.

Marcos Machado destacou que a possível interferência de facções criminosas no financiamento de candidaturas configura abuso de poder econômico e já é tratada como uma preocupação nacional pela Justiça Eleitoral.

“A grande preocupação é a tomada das facções. As facções estão em empresas. E eles estão financiando. Isso é uma realidade nacional. O próprio Tribunal Superior Eleitoral já reconhece. Então, não é diferente aqui em Mato Grosso”, declarou.

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