O estudo realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) apontou Cuiabá como a capital com a pior gestão fiscal do país em 2024, último ano da gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (18) e integra o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) 2025, que avalia a situação financeira dos municípios brasileiros.
Segundo o ranking, Cuiabá ocupa a última colocação entre as 26 capitais, com IFGF de 0,5237. O índice está bem abaixo da média registrada pelas capitais brasileiras, que ficou em 0,7888.
O IFGF avalia as contas públicas a partir de quatro indicadores, com notas que variam de 0 a 1: autonomia, gastos com pessoal, investimentos e liquidez.
No caso de Cuiabá, a nota foi de 1 em autonomia; 0,7169 em gastos com pessoal; 0,3781 em investimentos; e zero em liquidez. Na prática, isso significa que a capital terminou 2024 sem recursos em caixa para cobrir despesas já assumidas e apresentou nível crítico na capacidade de investimento.
De acordo com a metodologia do estudo, municípios com pontuação inferior a 0,4 ponto são classificados em situação crítica. Entre 0,4 e 0,6, a situação é considerada de dificuldade; entre 0,6 e 0,8, boa; e acima de 0,8, de excelência.
Com 0,5237, Cuiabá aparece em situação fiscal de dificuldade.
Melhores e piores capitais
O levantamento mostra que Vitória (ES), São Paulo (SP), Salvador (BA), Aracaju (SE) e Belém (PA) foram as cinco capitais com melhor desempenho no índice.
Na outra ponta, além de Cuiabá, figuram Palmas (TO), Goiânia (GO), Macapá (AP) e Campo Grande (MS), que também apresentaram dificuldades fiscais.
Panorama nacional
Apesar do resultado negativo para Cuiabá, a Firjan apontou que, no cenário geral, houve melhora na situação fiscal dos municípios brasileiros. Segundo o estudo, 2024 apresentou o melhor resultado já observado na série histórica do IFGF, iniciada em 2013.


























