TENSÃO NA DIREITA

Diego rebate presidente do PL, o chama de “Ananico” e contesta declarações sobre a direita em MT

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O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) reagiu às declarações do presidente estadual do Partido Liberal (PL), Ananias Filho, que afirmou à imprensa que o Republicanos e outras legendas estariam “no colo” do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que o PL seria a “única casa” da direita em Mato Grosso. Em resposta, Diego ironizou o dirigente, passando a chamá-lo de “Ananico”, e classificou as falas como superficiais.

“Eu vou mudar o nome do presidente do PL no estado de Mato Grosso. A partir de agora vai ser Ananico. Ananico, pequeno. Ele pensa pequeno e age pequeno. Essa é a verdade, porque ele tenta fazer da direita um curral dele, do partido dele. E a direita do Mato Grosso é muito maior do que o Ananico. É muito maior. A direita do Mato Grosso representa quase 70% da vontade popular desse estado”, disse o deputado nesta quarta-feira (25).

Segundo Diego Guimarães, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) não compartilha da avaliação feita por Ananias Filho e teria consciência da necessidade de alianças com outras siglas para disputar as eleições. “Eu acho que o Ananico tem que pensar nisso. Não pensar só no partido dele, que ele quer eleger deputados federais, é importante, quer eleger senador, é importante para ele. Mas vamos pensar maior, vamos pensar no Brasil, vamos pensar na mudança que nós precisamos fazer nesse país a partir de 2027, tirar o governo Lula de lá, e para isso nós precisamos todos estar unidos”, afirmou.

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O parlamentar também citou o posicionamento do vice-governador Otaviano Pivetta, ao comentar o cenário eleitoral. “O Otaviano Pivetta já falou que o candidato dele será o Flávio Bolsonaro também, caso seja esse o candidato do Republicanos vai ser o Flávio Bolsonaro. Então o Ananico tem que parar com isso. Ninguém fica aí tirando pedra no PL toda hora, como ele está fazendo com a gente. Ninguém fica aí falando na imprensa que ele tem que justificar o apoio que eles deram no passado para Dilma, eu não fico falando isso”, completou.

As declarações ampliam a tensão entre o PL e o Republicanos em Mato Grosso, relação que vem sendo marcada por divergências desde o ano passado, em meio às articulações políticas do grupo do governador Mauro Mendes (União). À época, houve tratativas sobre uma possível filiação de Pivetta ao PL, com o objetivo de lançá-lo como candidato do bolsonarismo no Estado.

As negociações, no entanto, não avançaram, e o PL manteve a pré-candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao governo estadual.

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