CAÍRAM EM GOLPE

Casal paga R$ 154 mil por carro em Várzea Grande e denuncia vendedor por golpe

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Um casal denunciou à Polícia Civil ter sido vítima de um suposto golpe durante a compra de um veículo 0 km em uma concessionária da GAC, em Várzea Grande. Segundo o boletim de ocorrência, aproximadamente R$ 154 mil foram pagos durante a negociação, mas o carro não foi entregue.

O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande.

De acordo com o relato apresentado à polícia, o casal negociava a compra de um GAC GS4 Premium, na modalidade destinada a pessoas com deficiência (PCD). A negociação teria começado em julho deste ano.

Inicialmente, as vítimas pagaram R$ 1 mil de sinal diretamente à concessionária. Posteriormente, conforme o boletim de ocorrência, outros R$ 153.990 foram transferidos para uma conta vinculada a um CNPJ em nome do vendedor que atendia o casal.

Segundo uma das vítimas, o profissional se apresentou durante toda a negociação como funcionário da concessionária e utilizou o mesmo número de WhatsApp desde os primeiros contatos.

“Jamais imaginei que seria vítima de um golpe fazendo uma negociação dentro da concessionária”, afirmou o aposentado de 57 anos.

Pagamento de R$ 153,9 mil

Ainda conforme o relato, cerca de um mês após o início da negociação, o vendedor informou que o veículo teria sido faturado e solicitou o pagamento do valor restante.

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Como o casal estava viajando, a transferência foi realizada sem que eles retornassem pessoalmente à loja.

O boletim registra que o cliente recebeu um contrato de prestação de serviços de intermediação de venda de veículo e, em seguida, fez um Pix de R$ 153.990 para a conta indicada.

A vítima afirma que chegou a questionar se os dados bancários estavam corretos porque o nome do próprio vendedor apareceu como destinatário.

Segundo o aposentado, o vendedor confirmou que aquela era a conta em que o pagamento deveria ser realizado.

Após a transferência, o casal continuou recebendo informações de que o veículo estaria a caminho de Mato Grosso e seria entregue no início de setembro.

Casal descobriu que vendedor não estava mais na loja

No dia marcado para a suposta entrega, o casal foi até a concessionária e afirma ter descoberto que o vendedor não estava mais trabalhando normalmente no local.

Segundo as vítimas, funcionários informaram que ele havia saído de férias e não teria retornado.

O aposentado tentou entrar em contato com o vendedor e afirma que, depois de ser questionado sobre a situação, ele deixou de responder às mensagens.

Foi nesse momento que o casal procurou a Polícia Civil.

Concessionária diz que não havia pedido do carro

Segundo depoimento prestado à Polícia Civil pelo gerente regional da GAC, uma consulta aos sistemas da concessionária e da montadora não localizou pedido de compra do veículo relacionado ao casal.

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O gerente afirmou que o único pagamento identificado oficialmente pela empresa foi o sinal de R$ 1 mil, feito diretamente para a conta da concessionária.

Ainda conforme o depoimento, os pagamentos referentes à compra de veículos devem ser realizados para o CNPJ da própria empresa.

O representante da concessionária também informou que a empresa não autoriza contratos de representação entre vendedores e clientes.

À Polícia Civil, o gerente relatou ainda ter conhecimento superficial de outras reclamações de natureza financeira envolvendo o mesmo vendedor. As circunstâncias desses outros casos também deverão ser esclarecidas durante a investigação.

A Polícia Civil solicitou à empresa documentos relacionados ao vínculo profissional do vendedor e registros de atendimentos realizados por ele.

Caso também foi parar na Justiça

Além do boletim de ocorrência, o casal procurou o Procon e ingressou com uma ação judicial contra a empresa.

O processo tramita na 4ª Vara Cível de Cuiabá. As vítimas pedem a entrega do veículo ou, alternativamente, a devolução do valor pago, com correção, além de indenização por danos morais.

O caso segue sob investigação.

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