COAÇÃO ELEITORAL

PM faz operação no Pedregal após denúncia de facção coagindo eleitores em Cuiabá

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A Polícia Militar reforçou o policiamento no bairro Pedregal, em Cuiabá, após denúncias de que pessoas supostamente ligadas a uma facção criminosa estariam coagindo moradores por causa do voto no segundo turno das eleições.

A ação, denominada Operação Liberdade de Expressão, foi deflagrada na noite de terça-feira (6) pelo 3º Batalhão da Polícia Militar. Segundo informações divulgadas pela corporação, os relatos apontavam para uma possível tentativa de pressionar moradores a votar em determinado candidato.

As denúncias foram repassadas às forças de segurança pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), que afirmou ter recebido informações sobre ameaças feitas contra moradores do Pedregal.

Em manifestação nas redes sociais, Abilio cobrou providências das autoridades e fez um alerta ao suposto responsável pelas intimidações.

“O que quero dizer para esse faccionado é que os dias dele estão acabando”, afirmou o prefeito.

Abilio também orientou moradores que se sentissem ameaçados a evitar confrontos e ressaltou o sigilo do voto.

“O voto é secreto. Se você está com medo, não precisa se manifestar. Não precisa discutir nada”, declarou.

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Segundo relatos publicados antes da operação, o prefeito afirmou que as supostas ameaças seriam direcionadas a moradores em razão da escolha feita para a Presidência da República. A Polícia Militar, porém, informou oficialmente apenas que as denúncias envolviam pressão para votar em “determinado candidato”, sem identificar quem seria beneficiado pela suposta coação.

Policiamento reforçado no Pedregal

Durante a operação, equipes intensificaram o patrulhamento ostensivo e preventivo no bairro, com foco em possíveis casos de ameaça, intimidação e violência relacionados ao processo eleitoral.

A mobilização envolveu equipes especializadas, entre elas Força Tática, Raio e Rotam.

Até a manhã desta quarta-feira (7), não havia comprovação pública das denúncias de coação eleitoral. Informações divulgadas após a operação indicam que nenhum suspeito relacionado às supostas ameaças havia sido preso e que a PM seguia reforçando a presença na região.

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