O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), criticou duramente a decisão do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor novas tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. Para o parlamentar, a medida, prevista para entrar em vigor no dia 1º de agosto, é uma “decisão louca” e foi tomada sem qualquer critério técnico.
“Eu confesso que não entendo isso. Sinceramente, não entendi a cabeça do presidente americano. Acho que ele foi muito infeliz, uma decisão louca, digamos assim”, afirmou Max Russi em conversa com jornalistas nesta quarta-feira (16).
Trump anunciou por meio das redes sociais, que pretende aumentar as tarifas sobre algumas importações do Brasil. Embora o anúncio ainda não tenha sido formalizado por meio de canais oficiais do governo norte-americano, o posicionamento já causa apreensão quanto aos possíveis impactos econômicos.
Russi questiona os fundamentos da decisão e aponta que a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos é, na prática, mais benéfica aos norte-americanos.
“Os Estados Unidos vendem para o Brasil muito mais do que compram. A balança comercial é positiva em favor dos Estados Unidos. Então, ele tomou uma decisão sem critério técnico nenhum, da cabeça dele”, declarou o parlamentar.
“Esperamos que isso não seja efetivo, porque ontem até estava lendo alguma coisa, e não chegou nada oficial, foi só uma postagem de rede social e tal. Enfim, esperamos que a diplomacia aja, que exista entendimento”, comentou.
O presidente da Assembleia também alertou para as possíveis consequências que a medida pode trazer ao Brasil como um todo, ainda que os impactos diretos sobre Mato Grosso sejam limitados em um primeiro momento. Para ele, o reflexo no cenário nacional pode ser significativo.
“A gente pode pensar muitas vezes que não vai prejudicar muito o nosso Estado, mas acaba prejudicando o nosso país, e isso é muito ruim”, disse.
Max Russi defendeu que o Brasil reaja com firmeza, sem abrir mão do diálogo como ferramenta para evitar prejuízos à economia e à geração de empregos.
“Agora, não podemos baixar a cabeça. Os Estados Unidos não podem achar que podem mandar no Brasil como se a gente fosse uma colônia. Longe disso. Pelo contrário. A gente tem que se impor, lógico, através do diálogo, da conversação, da negociação, para que não haja prejuízo para o nosso trabalhador, para a geração de empregos e para a venda dos nossos produtos”, concluiu.



















