Os vendedores ambulantes que atuam irregularmente na Avenida 13 de Junho, no Centro da cidade, serão transferidos temporariamente para o Shopping Orla, no bairro do Porto. A informação foi confirmada pelo prefeito de Cuiabá Abílio Brunini (PL), após uma reunião com vereadores da Capital.
Segundo a Abilio, a medida valerá até que a Prefeitura defina um local adequado para realocação definitiva para os comerciantes.
Na segunda-feira (5), a Secretaria Municipal de Ordem Pública notificou os vendedores ambulantes determinando o prazo de 30 dias para que eles desocupem as calçadas do Centro. Abilio garantiu que o final dos 30 dias, uma nova fiscalização será realizada.
“Os vendedores serão avisados novamente quando o prazo estiver próximo do fim. Quem permanecer nas calçadas terá os produtos apreendidos e encaminhados para a Secretaria de Ordem Pública. Lá terão que comprovar a origem de cada mercadoria através de nota fiscal. Se conseguirem, poderão retirar os produtos”, explica o prefeito.
O prefeito destacou que mudança para o Shopping Orla é temporária.
“Na conversa com os vereadores, foi feita uma proposta de que os ambulantes da 13 de Junho poderão usar temporariamente umas bancas lá no Shopping Orla, até que a gente faça adaptação no local mais apropriado”, afirmou.
“Mas a gente não está querendo estimular que eles tenham o direito de ocupar uma banca porque invadiram uma calçada para vender um produto no Centro. Não é assim. Senão vai premiar quem começar a invadir as calçadas. Aí, daqui a pouco, outras pessoas vão invadir também e querer ganhar ponto”, justifica Abilio.
A permissão no Shopping Orla terá duração de três meses, período em que os ambulantes deverão apresentar um plano de negócios. No entanto, Abilio reconheceu que pode haver resistência.
“Muitos não vão nem querer ir, né. A gente tem essa informação que o interesse deles é de ficar ali mesmo, porque eles têm interesse no fluxo de pessoas. Eles não estão preocupados muito com o local. O que eles estão preocupados é com o fluxo que conseguem de comercialização ali nas calçadas.”
Em justificativa, Abilio prefeito destacou os impactos negativos do comércio irregular, tanto para população quanto para os comerciantes da região central.
“O comércio ambulante prejudica as lojas fixas e o tráfego da população. Só para você ter ideia, em frente à [loja] Marisa, por exemplo, que vende roupa, tem um monte de bancas na calçada vendendo roupa também. Olha só a concorrência desleal, além de prejudicar o passeio público”, aponta Brunini.


























