O líder da prefeita Flávia Moretti (PL) na Câmara de Várzea Grande, vereador Bruno Rios (PL), afirmou nesta sexta-feira (24.07) que espera “de tudo” durante a sessão extraordinária convocada por determinação judicial para analisar projetos encaminhados pelo Executivo. Apesar do clima de divisão entre os parlamentares, ele disse acreditar que a base governista conseguirá maioria para aprovar as propostas.
Questionado sobre a possibilidade de manobras para adiar a votação, como pedidos de vista, Bruno reconheceu a imprevisibilidade do plenário, mas afirmou esperar que os vereadores cheguem a um entendimento.
“Infelizmente, dentro desse espaço de plenário, dentro da nossa cidade de Várzea Grande, a gente espera de tudo. Mas acredito que o consenso vai prevalecer”, declarou.
O parlamentar defendeu que os vereadores considerem as demandas enfrentadas pela Prefeitura em áreas como abastecimento de água, saúde e infraestrutura. Segundo ele, a Câmara precisa permitir que o Executivo avance na execução das medidas.
“Eu acredito que a Casa precisa deixar a prefeita trabalhar. Acredito muito que o senso vai prevalecer, a Justiça vai prevalecer e a mão na consciência de alguns colegas vereadores também vai prevalecer”, disse.
Bruno afirmou que, na condição de líder da prefeita, buscou conversar previamente com os vereadores para esclarecer dúvidas sobre as propostas e reduzir a possibilidade de novos adiamentos durante a sessão.
Segundo ele, a iniciativa teve como objetivo evitar justificativas para pedidos de vista e outras medidas regimentais que pudessem impedir a votação.
“A Casa ainda se encontra dividida, o que não é favorável à nossa cidade. O que a gente quer é simplesmente destravar o Executivo”, afirmou.
Entre os projetos citados pelo vereador estão propostas relacionadas ao Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE/VG), incluindo autorização para repasse de recursos à autarquia e a criação de um programa de recuperação fiscal.
Bruno alegou que a aprovação das matérias pode ampliar a entrada de recursos no Departamento e permitir investimentos no sistema de abastecimento, inclusive no reparo de vazamentos espalhados pela cidade.
O vereador também afirmou que a falta de autorização para remanejamento orçamentário estaria dificultando pagamentos na área da saúde. Segundo ele, existem recursos disponíveis, mas o Executivo depende da aprovação da Câmara para utilizá-los em determinadas despesas.
“A gente está com alguns fornecedores sem receber em virtude de não ter esse orçamento. Apesar de já ter o dinheiro em caixa, não pode fazer o remanejamento para a saúde porque não tem essa previsão legal e precisa da liberação da Casa”, declarou.
Ao ser questionado sobre o número de votos, Bruno afirmou que as conversas com os parlamentares avançaram e que a adesão aos projetos cresceu nos últimos dias.
“A gente tem algumas conversas bem adiantadas, bem avançadas. O número, graças a Deus, tem crescido. A gente tem recebido os colegas vereadores e já existe essa visão de destravar o município e ajudar o Executivo. Então, acreditamos em uma aprovação por maioria”, afirmou.
Durante a entrevista, Bruno também foi questionado sobre informações de bastidores envolvendo um possível pedido de afastamento do presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira (MDB). O vereador negou participar de qualquer articulação nesse sentido.
Bruno, que ocupa a vice-presidência da Câmara, afirmou ainda que Wanderley deve concluir o mandato, mas defendeu uma mudança de postura na condução dos projetos enviados pela Prefeitura.
“Sou vice-presidente do próprio Wanderley e acredito que ele deve concluir o seu mandato, até para que seja justo com ele. Mas a gente espera uma modificação na postura dele, principalmente destravando o nosso município e pautando os projetos que são importantes para a nossa cidade”, declarou.
Posteriormente, a Ordem do Dia foi ampliada para seis projetos encaminhados pela prefeita Flávia Moretti. As matérias foram incluídas para votação única.



























