EM SORRISO

Investigado pela PF, prefeito nega irregularidades em campanha e fala em ‘especulação’

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O prefeito de Sorriso (a 396 km de Cuiabá), Alei Fernandes (União Brasil), alvo da segunda fase da Operação Rustius da Polícia Federal deflagrada nesta terça-feira (20), que investiga suposto ‘caixa 2’ durante a campanha eleitoral pela prefeitura da cidade em 2024, negou que tenha irregularidades eleitorais e classificou como “especulação”. A defesa foi apresentada em nota assinada pelo advogado Rodrigo Cyrineu.

De acordo com as investigações da PF, diversas transações financeiras ligadas à campanha foram feitas de forma ilegal. Segundo a polícia, a fraude teria sido usada para esconder gastos que, se fossem declarados na prestação de contas, ultrapassariam o limite permitido pela legislação eleitoral. Até o momento, 17 pessoas foram indiciadas pelo crime.

 

Parte dos recursos teria sido utilizada para pagar cabos eleitorais em espécie, sem que os custos fossem oficialmente registrados.

 

De acordo com o delegado da Polícia Federal (PF) Tiago Pacheco, as manobras financeiras teriam sido realizadas para ocultar a extrapolação do limite legal de gastos, configurando crime de caixa dois e abuso de poder econômico.

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No comunicado envidado à imprensa, a defesa do prefeito rebate as acusações, afirmando que não há qualquer prova concreta que vincule os candidatos eleitos ao suposto esquema.

 

Na nota, o advogado ainda aponta a imparcialidade da investigação, ao afirmar que a apuração teria se iniciado por influência de um agente da PRF ligado ao partido do então adversário de Alei nas eleições.

 

Operação

Até o momento, 17 pessoas foram indiciadas, e três mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela Polícia Federal. Caso as suspeitas sejam confirmadas, Alei pode responder criminalmente, com penas que variam de dois a cinco anos de prisão.

Veja a nota na íntegra:

“Em respeito ao Poder Judiciário Eleitoral e à legislação processual, a defesa técnica do Prefeito eleito Alei Fernandes e de seu Vice Acácio Ambrosini tem o dever de respeitar o sigilo que foi imposto ao caso.

De toda sorte, diante da manifestação da autoridade policial a respeito de uma cerebrina utilização de laranjas para pulverizar dinheiro alegadamente proveniente de caixa-dois, é necessário pontuar que isso tudo não passa de especulação sem qualquer lastro probatório concreto, especialmente que envolva a participação dos candidatos eleitos.

Há certo tempo que os órgãos de investigação vêm sustentando essa narrativa, sem apresentar elementos concretos de quanto, como e porque recursos ou gastos eleitorais foram empregados na campanha. Tudo isso de maneira espalhafatosa e em prejuízo à condução municipal.

É preciso dizer ainda que toda essa investigação decorre de uma busca de provas exploratória que possuía uma linha investigativa inventada por um PRF liado ao partido do candidato derrotado Damiani.

É a própria Polícia Federal que arma: o dinheiro apreendido com Nei Frâncio decorre de transações que remontam ao ano de 2019. Portanto, tudo que se vê agora é uma vã tentativa de sustentar a natimorta Operação Rustius.”

Rodrigo Cyrineu, advogado.

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