O prefeito de Palmas (TO), Eduardo Siqueira Campos (Podemos), é um dos alvos da 9ª fase da Operação Sisamnes, deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira (30). Informação foi divulgada pelo G1 em Brasília. A Operação Sisamnes surgiu após análise do conteúdo extraído do celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, Cuiabá.
Nesta nona fase, a operação tem como objetivo de aprofundar a investigação sobre o esquema criminoso de vazamento e comercialização de informações sigilosas de investigações presididas pela Polícia Federal. A suposta participação do prefeito no esquema não foi detalhada.
Segundo as investigações, os alvos das operações teriam tido acesso antecipado a detalhes de operações policiais, comprometendo a eficácia das medidas judiciais que seriam implementadas.
Além disso, a deflagração tem como objetivo apurar eventuais privilégios ilegais concedidos a um dos investigados atualmente preso no âmbito da Operação Sisamnes.
Assim, por determinação do Supremo Tribunal Federal, são cumpridos três mandados busca e apreensão em Palmas, além da ordem de proibição de dois alvos de manterem contato e de saírem do país, recolhendo seus passaportes.
Material apontou grupo voltado à comercialização de decisões judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso e no Superior Tribunal de Justiça.
Na quarta (28), em outra fase da operação, a PF prendeu cinco suspeitos de integrarem um grupo de espionagem e homicídios por encomenda.
Com esse grupo, a PF encontrou tabelas que definiam preços para o monitoramento de autoridades como deputados, senadores, ministros e magistrados. Policiais ainda investigam se essas atividades foram contratadas de fato.
Operação Sisamnes
A ação faz parte da operação Sisamnes, que já identificou suposta venda de sentenças no Tribunal de Justiça de Mato Grosso e no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Segundo a PF, os alvos desta sexta “teriam tido acesso antecipado a detalhes de operações policiais, comprometendo a eficácia das medidas judiciais que seriam implementadas”.
Ainda de acordo com o material divulgado, a operação desta sexta também busca mais informações sobre “eventuais privilégios ilegais concedidos a um dos investigados atualmente preso” no âmbito da mesma investigação.


















