DEFESA ALEGA INOCÊNCIA

Justiça mantém ex-tenente da PM; estuprou e estagiária

As das denúncias, resultou na exoneração de Dall’Acqua em agosto deste ano.

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O ex-tenente-coronel da Polícia Militar Alexandre José Dall’Acqua teve a prisão preventiva decretada pela Justiça nesta terça-feira (9). Ele é acusado de estuprar uma estagiária durante uma solenidade de passagem de comando da 10ª Companhia Independente da PM, em Aripuanã. As das denúncias, resultou na exoneração de Dall’Acqua em agosto deste ano.

O juiz Moacir Rogério Tortato ordenou a efetivação do mandado de prisão, cumprido quando o ex-oficial se apresentou espontaneamente ao juízo da 11ª Vara Criminal da Justiça Militar da Comarca de Cuiabá. Atualmente, ele permanece detido em uma unidade militar da capital, sob acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar, que investiga possíveis punições.

Segundo relatos, a vítima, que atuava na área de marketing do batalhão, também teria sofrido assédio por parte de Dall’Acqua dentro das dependências da corporação. Em um dos episódios, ele teria puxado a jovem pelo braço e tentado forçá-la a deixar uma festa, sendo contido por outros policiais. Além disso, o ex-oficial teria assediado uma colega policial durante um curso do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e outras mulheres.

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Posicionamento da PM

Por meio de nota, a Polícia Militar afirmou que acompanha o caso, oferece apoio emocional e psicológico às vítimas e familiares, e reforça que não compactua com crimes ou condutas ilícitas praticadas por seus integrantes.

Outro lado

A defesa de Dall’Acqua, conduzida pelo advogado Geraldo Bahia, afirma que o ex-tenente é inocente e que provará sua versão por meio de testemunhas. Segundo Bahia, uma das pessoas que controla o acesso do estabelecimento em que o abuso teria ocorrido confirma que o acusado não estava no local na data apontada.

“Por fim, o acusado reafirma sua confiança em uma apuração correta, justa e imparcial, colocando-se inteiramente à disposição da Justiça e das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários”, declarou o advogado. A defesa também lamentou o vazamento de informações sigilosas das investigações internas, que considera prejudicial à imagem do cliente.


Confira a nota na íntegra:

A defesa do investigado, patrocinada pelo advogado Geraldo Bahia, esclarece que ele se apresentou espontaneamente ao Juízo da 11ª Vara Criminal da Justiça Militar da Comarca de Cuiabá, convicto de sua inocência e determinado a esclarecer os rumores que colocaram em dúvida sua reputação construída ao longo de mais de duas décadas de serviços prestados à segurança pública.

A defesa também lamenta profundamente o vazamento de informações de uma investigação interna, que deveria estar sob sigilo, por entender que tal exposição causa danos irreparáveis à imagem do acusado e afronta princípios básicos do devido processo legal.

A inocência do meu cliente será comprovada por meio de fatos e pela palavras das testemunhas como a responsável pelo controle de acesso do estabelecimento, no qual uma das vítimas afirma ter sofrido um abuso, que afirma categoricamente que, além de o local ser trancado no período noturno, o acusado lá não esteve na data dos fatos. Essa versão reforça a linha defensiva de que não há qualquer vínculo entre o policial e os acontecimentos apurados.

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