O caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva, preso por envolvimento no assassinato do advogado Renato Nery, confessou em depoimento na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), nesta quinta-feira (15) ter sido o autor dos disparos.
Segundo informações da polícia, durante o depoimento, Alex Roberto se mostrou arrependido do crime. Ainda durante o depoimento, ele confessou que policial militar ex-Rotam, Heron Teixeira Pena Vieira, foi quem o contratou para executar o crime.
Alex Roberto era caseiro na chácara de Heron, bairro Capão Grande, em Várzea Grande, onde foi preso pela DHPP no dia 6 de março. Já Heron foi detido no dia 7, quando se apresentou na delegacia. Ambos foram indiciados, no dia 2 de maio, por homicídio triplamente qualificado, no inquérito que investiga o caso.
O crime
O advogado Renato Nery, que tinha 72 anos, foi baleado no dia 5 de julho do ano passado, enfrente ao seu escritório na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá.
Segundo revelado durante as investigações, Alex foi até o local em uma motocicleta vermelha, armado com uma Glock G17 modificada para automática, e disparou sete vezes contra o advogado, que foi atingido somente por um tiro, na cabeça.
Renato chegou a ser sorrido e encaminhado a unidade de saúde particular onde ficou internado na UTI, porém morreu em menos de 24h depois.
Na semana passada, Heron Vieira confessou na DHPP que recebeu R$ 150 mil pelo crime, que foi dividido com o caseiro Alex Roberto. O acordo inicial, segundo o PM, era de R$ 200 mil.
Heron confessou ainda que os mandantes teriam sido o casal de empresários Julinere Goulart Bentos e César Jorge Sechi, além de apontar que foi o responsável pela contratação do caseiro para executar Nery.
O policial também confirmou a participação, como intermediador do homicídio, do PM Jackson Barbosa, que é vizinho de condomínio de Julinere e César. Jackson foi preso no dia 17 de abril, em Primavera do Leste.
A partir das revelações do PM, a DHPP conseguiu embasar o pedido de prisão temporária contra os empresários supostos mandantes do crime, que foram detidos na última sexta-feira (9).
O empresário Cesar Sechi negou ter sido o mandante. Segundo o delegado, ele agiu com deboche e demostrou frieza. Sua esposa, Julinere, a principio havia dito que iria colaborar com as investigações. Seu depoimento estava marcado para segunda-feira (12), porém ela desistiu após alegar problemas psicológicos.
Conforme as investigações o crime foi motivado por uma disputa judicial por 800 hectares de terras produtivas em Novo São Joaquim, que são avaliados em mais de R$ 40 milhões. O casal, preso na última sexta (9), litiga diretamente com Nery há décadas por conta da área.



















