CALOR EXTREMO

2025 entra para a história como um dos anos mais quentes já registrados no planeta

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O ano de 2025 entrou para a lista dos três mais quentes já registrados no planeta, segundo dados consolidados por observatórios climáticos internacionais que monitoram a temperatura global há décadas. A informação reforça a tendência contínua de aquecimento da Terra e acende um novo alerta para os impactos das mudanças climáticas.

A principal referência é o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S), programa da União Europeia operado pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF). O levantamento utiliza bilhões de medições diárias de estações meteorológicas, satélites, boias oceânicas e navios, reunidas no banco de dados climático ERA5, um dos mais completos do mundo.

Além do Copernicus, os dados são consistentes com análises divulgadas por outras instituições internacionais, como a NASA (Agência Espacial dos Estados Unidos), a NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA) e o Hadley Centre, do Met Office britânico, responsável pela série histórica HadCRUT, uma das mais antigas sobre temperatura global.

Aquecimento acima do limite histórico

Segundo os observatórios, a temperatura média global de 2025 ficou bem acima dos níveis pré-industriais, referência adotada a partir do período entre 1850 e 1900. O resultado mantém a sequência de anos excepcionalmente quentes registrada desde 2015 e consolida um cenário preocupante para o cumprimento das metas do Acordo de Paris, que busca limitar o aquecimento global a 1,5°C.

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Os dados indicam ainda que o triênio formado por 2023, 2024 e 2025 foi o mais quente já observado de forma consecutiva, com temperaturas médias globais consistentemente elevadas, tanto na superfície terrestre quanto nos oceanos.

Impactos além dos números

Especialistas alertam que o aquecimento não se reflete apenas em recordes estatísticos. O aumento das temperaturas médias está diretamente associado à intensificação de eventos climáticos extremos, como ondas de calor prolongadas, secas severas, enchentes, incêndios florestais e mudanças nos regimes de chuva em diversas regiões do mundo.

Os observatórios ressaltam que a continuidade dessa tendência está ligada principalmente ao aumento das emissões de gases de efeito estufa, reforçando a necessidade de ações mais efetivas de mitigação e adaptação por parte dos governos.

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