CASO ZAMPIERI

Após 38 horas de júri, trio é condenado a quase 69 anos de prisão

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O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou Antônio Gomes da Silva, Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas e Hedilerson Fialho Martins Barbosa pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas chegam a 68 anos e nove meses de reclusão. A sentença foi anunciada às 0h40 desta sexta-feira (02.10), após um julgamento que se estendeu por três dias.

Os três réus foram considerados culpados por homicídio qualificado, cometido por motivo torpe, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido.

Antônio Gomes da Silva e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas receberam penas individuais de 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão. Na dosimetria, o juiz reconheceu a confissão de Antônio como circunstância atenuante. Já Caçadini teve a pena reduzida em razão da idade superior a 70 anos.

A maior condenação foi aplicada a Hedilerson Fialho Martins Barbosa, sentenciado a 25 anos de reclusão, sem o reconhecimento de circunstâncias atenuantes. Os três condenados ainda podem recorrer da decisão.

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Julgamento ultrapassou 38 horas

O desfecho ocorreu após mais de 38 horas de trabalhos em plenário. A sessão teve início na terça-feira (29), às 9h, e se estendeu até as 22h. Na quarta-feira (30), os trabalhos foram retomados às 9h e encerrados às 18h30.

Na quinta-feira (1º), terceiro dia do julgamento, acusação e defesa apresentaram seus argumentos aos sete jurados. Os debates avançaram pela noite, até a votação dos quesitos e o anúncio da sentença, já na madrugada de sexta-feira.

Ao longo do julgamento, seis testemunhas prestaram depoimento, entre elas os delegados da Polícia Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, o delegado da Polícia Federal Marco Bontempo, o empresário José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva.

O segundo dia foi reservado aos interrogatórios dos três acusados e à análise de pedidos formulados pelas defesas.

A sessão foi presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri de Cuiabá. A acusação ficou a cargo dos promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, com atuação do advogado Giovani Santin como assistente da acusação.

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O julgamento corresponde ao processo n.º 1000258-44.2024.8.11.0042.

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