CASO ANA PAULA

Janaina Riva defende pena de morte e prisão perpétua para feminicidas: “não temos mais outro caminho”

A vida da fonoaudióloga  Ana Paula Abreu, foi assassinada pelo marido, Lucas França, com mais de mais de 15 facadas. 

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A deputada Janina Riva (MDB), voltou a falar que o Brasil precisa com urgência iniciar o debate sobre pena de morte e prisão perpétua para assassinos de mulheres, como forma de frear os feminicídios no país. A declaração vem após Mato Grosso registrar mais um caso de feminicídio ocorrido, em Sinop (a 496 km de Cuiabá), na tarde desta domingo (24).

 

A vida da fonoaudióloga  Ana Paula Abreu, foi assassinada pelo marido, Lucas França, com mais de mais de 15 facadas. 

 

Com Mato Grosso entre os 11 estados que mais matam mulheres, conforme o último Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a parlamentar acredita que a aplicação de leis mais duras, como a condenação por até 40 anos, não tem conseguido estancar o problema.

 

“Perdemos mais uma mulher vítima de feminicídio em um dos estados que mais matam mulheres proporcionalmente no Brasil. A vítima agora é Ana Paula de Abreu. Ela era casada com seu assassino, Lucas França, no município de Sinop. Foram mais de 20 facadas. Deixo minha solidariedade à família de Ana Paula e digo a vocês que, às penas mais duras, não têm resolvido. Nós precisamos discutir a pena de morte e a prisão perpétua no Brasil, não temos mais outro caminho para barrar os crimes contra mulheres em nosso país e especialmente em nosso estado”, diz a deputada.

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A vítima havia feito uma homenagem a Lucas apenas quatro dias antes do crime, afirmando que ele era “o homem da vida dela, quem a fazia sorrir”. Para a deputada, casos como este mostram que a violência contra a mulher não tem rosto, classe social ou padrão.

 

“E há quatro dias, Ana Paula fez uma homenagem para ele nas suas redes sociais, dizendo que ele era o homem da vida dela. Que ele era quem a fazia sorrir. Infelizmente, o feminicídio não tem classe social, nem cor. E nós, mulheres, precisamos entender que a partir do momento que existe uma agressão verbal, que tem uma agressão física, que existe violência financeira, violência psicológica, não está certo. É preciso denunciar, para que assim nós possamos rastrear mulheres em situação de vulnerabilidade, risco de violência”, alerta a parlamentar.

 

O feminicídio em Sinop reacende o debate sobre a necessidade de políticas públicas mais eficazes para proteger mulheres em situação de risco, bem como medidas legislativas que aumentem a responsabilização de agressores, diante de um cenário em que Mato Grosso lidera o ranking proporcional de feminicídios no Brasil com a maior taxa de assassinatos de mulheres por razão de gênero em 2024, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, divulgado em junho pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

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Em 2024, foram 100 mulheres mortas no estado, representando uma taxa de 5%. A nível nacional, foram 1.492 feminicídios registrados em todo o país em 2024, um aumento de 0,7% em relação ao ano anterior.

 

Isso representa ao menos quatro mulheres mortas por dia em razão do gênero. Considerando todos os tipos de violência letal, 3.700 mulheres foram assassinadas no Brasil no ano passado

Veja vídeo:

 

 

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