ESCALA 6X1

Galvan critica CLT e defende direito do trabalhador negociar salário e horas trabalhadas para “ganhar mais”

publicidade

O candidato ao Senado Galvan (Avante) se posicionou contra a redução da jornada de trabalho nos moldes atualmente discutidos no Congresso Nacional e defendeu maior liberdade para que os trabalhadores possam definir, em acordo com o empregador, quanto desejam trabalhar. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Centro América FM, na manhã desta terça-feira (1º).

Ao comentar a discussão sobre o fim da e a possibilidade de redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, Galvan argumentou que a mudança pode trazer dificuldades para setores que dependem de funcionamento contínuo ou que enfrentam escassez de mão de obra.

“Como é que vai fazer com o supermercado? Como é que vai fazer a nossa atividade em época de plantio e época de colheita? Tem mão de obra especializada? Tem mão de obra no mercado que supere? Não tem”, afirmou.

Produtor rural, Galvan citou como exemplo os períodos específicos de plantio e colheita, quando, segundo ele, há necessidade de jornadas maiores em determinados dias. Para o candidato, a legislação deveria permitir que o próprio trabalhador tenha a possibilidade de optar por trabalhar mais horas e, consequentemente, ampliar sua renda.

Leia Também:  Chico 2000 é alvo da PF em operação que investiga compra de votos nas eleições de 2024

“O que eu defendo é que exista a liberdade do cidadão que queira trabalhar definir quantas horas quer fazer no dia”, disse.

Galvan fez duras críticas à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que, na avaliação dele, limita a possibilidade de negociação entre empregados e empregadores. O candidato afirmou que não defende necessariamente o fim da legislação trabalhista, mas a criação de alternativas para quem desejar outro modelo

de contratação e jornada.

“Podem manter a CLT para quem quiser, mas dê alternativa também para o funcionário definir como é que ele quer trabalhar”, declarou.

Durante a entrevista, Galvan também questionou o argumento de que a redução da jornada representaria automaticamente melhora na qualidade de vida do trabalhador. Para ele, trabalhar menos horas sem aumento proporcional de renda pode ampliar as dificuldades financeiras das famílias.

“Quando você trabalha, você está ganhando e não está gastando. Quando você está parado, você não está ganhando e está gastando”, argumentou.

O candidato ainda afirmou que uma eventual redução da jornada sem diminuição salarial poderia produzir diferenças entre trabalhadores já contratados e novos empregados. Na avaliação de Galvan, as empresas poderiam optar futuramente por novas contratações com remunerações menores, especialmente nos casos de salários acima do mínimo.

Leia Também:  Sejus terá que apresentar relatórios sobre alimentação e saúde no sistema prisional

Questionado sobre qual seria sua proposta caso eleito senador, Galvan voltou a defender a liberdade de escolha do trabalhador como princípio para mudanças na legislação.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade