DEBATE SOBRE VIOLÊNCIA

Após declarações polêmicas, Margareth dispara: “Relativizar o assassinato de mulheres pelo nome ou ideologia é um desrespeito à triste realidade do País”

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“Feminicídio não é invenção da esquerda. Feminicídio é uma realidade que mata mulheres. Tentar transformar isso em uma discussão ideológica é desconhecer a lei e, principalmente, ignorar o que acontece todos os dias dentro das casas brasileiras.”

A declaração é da ex-senadora Margareth Buzetti ao reagir às recentes manifestações de Odílio Balbinotti Filho e Antônio Galvan sobre o feminicídio.

Balbinotti afirmou que “a esquerda criou o feminicídio” e classificou o crime como “homicídio de mulheres”. Galvan, por sua vez, questionou a diferença entre as penas aplicadas ao feminicídio e a outros homicídios.

Para Margareth, o debate ultrapassa qualquer disputa política.

“Relativizar o feminicídio pelo nome ou pela ideologia é um desrespeito à realidade do País. Enquanto alguns discutem se o crime deveria ou não ter esse nome, mulheres continuam sendo perseguidas, agredidas e assassinadas.”

Margareth é autora da legislação que tornou o feminicídio crime autônomo e elevou a pena para 20 a 40 anos de prisão, além de endurecer outros dispositivos de proteção às mulheres.

“Eu não sou de esquerda e nunca precisei ser para defender mulher. Combater o feminicídio não é uma pauta de direita ou de esquerda. É uma questão de vida, responsabilidade e justiça.”

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Segundo ela, reconhecer juridicamente o feminicídio não significa atribuir valores diferentes à vida de homens e mulheres, mas compreender a natureza específica de um crime frequentemente precedido por violência doméstica, ameaças, perseguição, controle e agressões.

“Pena sozinha não resolve tudo. Precisamos de prevenção, proteção e estrutura para que a mulher consiga romper o ciclo de violência. Mas alguém realmente acredita que a resposta para quem assassina uma mulher é punir menos?”

Margareth também reforçou que sua posição sobre o tema não surgiu durante o período eleitoral.

“Eu não prometi endurecer a lei contra feminicidas. Eu fui lá e fiz. E faria novamente. Entre relativizar a violência e proteger a vítima, eu sei exatamente de que lado estou.”

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