A Justiça de Mato Grosso manteve, nesta terça-feira (7), a prisão da estudante Larissa Karolina Silva Moreira, de 29 anos, investigada por supostamente adotar gatos para matá-los, em Cuiabá.
Ela voltou à prisão na segunda-feira (6), após descumprir medidas cautelares impostas pela Justiça, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.
A decisão foi assinada pelo juiz Cássio Leite de Barros Netto, do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, após o cumprimento do mandado de prisão pela Polícia Civil.
Larissa é investigada após uma Organização Não Governamental (ONG) de proteção animal denunciar o desaparecimento de um gato adotado por ela e pelo companheiro, William Angonese.
Durante as investigações, a Polícia Civil reuniu indícios que levaram ao indiciamento do casal pelo crime de maus-tratos com resultado morte.
A estudante havia sido presa em 13 de junho de 2025, mas foi colocada em liberdade por decisão da juíza Fernanda Mayumi Kobayashi, do Núcleo de Justiça do Juiz das Garantias.
Na ocasião, a magistrada concedeu liberdade provisória mediante o cumprimento de medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.
No entanto, um novo mandado de prisão foi expedido pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá após Larissa descumprir as medidas impostas pela Justiça.
Segundo a decisão, ela rompeu a tornozeleira eletrônica em duas ocasiões. Após passar por audiência de custódia, a prisão da estudante foi mantida.
Investigação
As investigações tiveram início no dia 8 de junho, após a denúncia de que um casal estaria descumprindo o termo verbal firmado no momento da adoção de animais.
Pelo acordo, os adotantes deveriam manter os antigos tutores informados sobre o estado de saúde e as condições dos animais. No entanto, como o casal deixou de dar notícias, a denunciante procurou a Polícia Civil para que o paradeiro dos gatos fosse investigado.
Diante da denúncia, uma equipe da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) foi até a residência da suspeita, localizada no bairro Porto, em Cuiabá. No imóvel, os policiais constataram que um dos gatos adotados havia sido morto e que o corpo havia sido descartado. Na casa, também foram encontrados um filhote de cachorro, diversas embalagens de ração para gatos, mas nenhum felino. Um lençol com manchas de sangue também foi apreendido.
Segundo a Polícia Civil, as investigações identificaram os corpos de três gatos mortos, que foram encaminhados para perícia.
Além disso, a equipe reuniu informações e capturas de tela (prints) que indicam que a investigada e o companheiro se passavam por adotantes interessados nos animais para, posteriormente, submetê-los a maus-tratos. As evidências embasaram o indiciamento do casal pelos crimes investigados.
As apurações também embasaram o indiciamento do casal pelos crimes investigados.


























