CASO THAYS MACHADO

Júri de Carlinhos Bezerra é adiado para julho e Justiça retira sigilo do processo

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A Justiça de Mato Grosso adiou para o dia 21 de julho de 2026 o Tribunal do Júri de Carlos Alberto Gomes Bezerra, conhecido como Carlinhos Bezerra, réu confesso pelas mortes de Thays Machado e William César Moreno. A decisão também retirou o sigilo da ação penal que apura o duplo homicídio.

O julgamento estava previsto para esta terça-feira (7), mas foi redesignado após pedido da defesa, que solicitou mais prazo para acessar provas da investigação. A nova sessão foi marcada para às 9h.

A decisão é da juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, e atende a um pedido feito pela 2ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital. O requerimento para derrubar o sigilo foi apresentado no dia 2 de julho pela promotora Élide Manzini de Campos.

Ao determinar a abertura do processo, a magistrada considerou que não há risco à intimidade das vítimas ou de terceiros. Ela também citou o princípio constitucional da publicidade dos atos processuais e destacou que o Ministério Público de Mato Grosso concordou com a retirada do sigilo após conversar com familiares das vítimas.

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Com a decisão, o julgamento será aberto ao público. Apesar disso, a cobertura da sessão terá restrições. A transmissão ficará sob responsabilidade da assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), e equipes de televisão e outros veículos não poderão entrar no plenário.

Também está proibida a captação e divulgação de imagens que permitam identificar o réu e os jurados.

Carlinhos Bezerra, filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra, está preso preventivamente. Em 2024, ele chegou a ser colocado em prisão domiciliar por questões de saúde, mas voltou para a cadeia após descumprir medidas cautelares.

O crime

Thays Machado e William César Moreno foram mortos a tiros em janeiro de 2023, em Cuiabá. O crime ocorreu na saída do prédio onde a mãe de Thays morava, na região do bairro Consil.

Após os disparos, Carlinhos Bezerra tentou fugir, mas foi localizado e preso em uma fazenda da família, na região de Campo Verde.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, a morte de Thays é tratada como feminicídio. A acusação aponta que o crime teria sido motivado pela inconformidade do réu com o fim do relacionamento.

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Ainda segundo o MPMT, o acusado teria se aproveitado da condição de ex-companheiro e da superioridade física para exercer controle sobre a vítima. A denúncia também descreve que os disparos foram feitos em plena luz do dia, em uma área de grande circulação, com uso de pistola semiautomática.

No caso de William César Moreno, Carlinhos responde por homicídio qualificado. Para a promotoria, o crime teria sido premeditado, com motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A acusação sustenta que a ação foi planejada para surpreender o casal e impedir qualquer possibilidade de reação ou fuga.

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