Uma declaração do ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), voltou a colocar o Pix no centro do debate político ao atribuir ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a ideia de taxar o sistema de pagamentos.
Em publicação nas redes sociais nesse domingo (19.04), Haddad afirmou que a chamada “taxação do Pix” teria sido proposta durante o governo anterior. Na mesma postagem, também declarou que a liquidação do Banco Master seria um mérito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A fala ocorre em meio a uma discussão que remonta a medidas adotadas nos últimos anos envolvendo o monitoramento de transações financeiras.
Em setembro de 2024, a Receita Federal do Brasil editou uma instrução normativa determinando que movimentações superiores a R$ 5 mil mensais de pessoas físicas, realizadas por meio de Pix, TED ou débito, fossem informadas ao órgão. A justificativa apresentada foi o combate a crimes como sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.
A norma, no entanto, gerou forte repercussão negativa e foi alvo de informações que associavam a medida à criação de um imposto sobre o Pix. Diante do cenário, o governo decidiu revogar a regra em 16 de janeiro de 2025.
Meses depois, em março de 2025, Bolsonaro afirmou que o então ministro da Economia, Paulo Guedes, teria cogitado a taxação do Pix e a criação de um imposto sobre a cerveja, mas que as propostas não avançaram porque foram barradas durante sua gestão.

























