A presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargadora Serly Marcondes, afirmou que a Corte vai atuar com uma força-tarefa integrada para prevenir e combater crimes que possam comprometer o processo eleitoral de 2026. Segundo a magistrada, os ilícitos eleitorais se transformam a cada pleito, o que exige atualização constante das estratégias de enfrentamento.
“Cada ano tem um crime novo, uma natureza nova que se apresenta, que faz parte do processo civilizatório. Da mesma maneira que aparecem tipos diferentes de crimes, aparecem enfrentamentos diferentes”, declarou Serly Marcondes durante coletiva à imprensa realizada nesta segunda-feira (26).
Nesse cenário, a presidente destacou a importância do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), responsável por coordenar uma força-tarefa específica voltada à prevenção e repressão de crimes eleitorais. De acordo com ela, a atuação do GGI é ajustada conforme os riscos identificados em cada eleição.
“Esse GGI que a gente fala, ele é composto por uma força-tarefa extraordinária. Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil. Diferentes classes de enfrentamento, OAB, Ministério Público. Então, todas essas instituições, Secretaria de Segurança, Secretaria de Justiça, todas elas fazem parte de uma força-tarefa para o enfrentamento”, explicou.
Serly Marcondes citou como preocupações atuais o envolvimento de facções criminosas no processo eleitoral e o uso de tecnologias como a inteligência artificial para manipulação de informações e tentativa de influenciar o eleitorado.
“Agora, por exemplo, questão de facções, como que ela se prepara? Como que ela entra? Existe um enfrentamento de acordo com aquilo que se é aprovado dentro dos processos”, afirmou.
A desembargadora também alertou que práticas relacionadas ao uso indevido de tecnologia podem afetar diretamente o livre exercício do voto. “Esses também são crimes que podem influenciar no livre exercício do eleitor para escolher quem ele vai votar. Também têm o mesmo enfrentamento, com a mesma responsabilidade”, completou.
Apesar de não antecipar detalhes sobre os preparativos operacionais para garantir a segurança presencial e virtual nas eleições, a presidente assegurou que o TRE-MT está preparado para receber e encaminhar denúncias. “Aparecendo a denúncia, terá o tratamento. Realizadas as verificações, é encaminhado para o Ministério Público Federal, que é o autor da ação”, concluiu.

























