O plenário da Câmara de Várzea Grande conseguiu transformar uma votação praticamente definida em mais um episódio de desorganização. Com 15 votos já consolidados para manter o veto, a sessão desta terça-feira (14.04) descarrilou quando um pedido de vista entrou em cena no meio da votação — e, pior, foi aceito pela presidência.
A partir daí, o regimento virou peça de disputa. De um lado, o líder da prefeita, Bruno Rios (PL), sustentando que não existe “rebobinar” sessão e que a votação já estava em curso. Do outro, vereadores alegando que o pedido havia sido feito antes e ignorado. No centro do impasse, o presidente em exercício, Braz Jaciro (PSDB), que primeiro conduz a votação e depois recua para acatar o pedido — abrindo espaço para o tumulto.
O clima azedou de vez quando, em meio ao bate-boca, veio o recado atravessado: vereador foi orientado a “procurar a Procuradoria da Casa”. Tradução prática: ninguém se entende no plenário e o regimento, tão citado, serve mais para justificar posições do que para organizar a sessão.
No fim, o mérito do veto ficou em segundo plano. O que prevaleceu foi o espetáculo: uma Câmara que, mesmo com o resultado na mão, consegue transformar procedimento básico em crise política.


























