MESA DIRETORA

Vereadora diz que oposição irá acionar Justiça contra voto secreto na Câmara; veja vídeo

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Os vereadores de oposição na Câmara Municipal de Cuiabá, irão acionar a Justiça para derrubar a votação que instituiu o voto secreto na eleição da Mesa Diretora, que ocorreu em sessão ordinária nesta sexta-feira (27). A eleição da nova Mesa ocorre no dia 1º de janeiro. A informação foi divulgada pela vereadora Maysa Leão (Republicanos).

 

Na votação, 15 vereadores votaram a favor e 9 contra. Conforme Maysa, a votação foi irregular, já que, para alterar o Regimento Interno, a Casa precisaria de maioria absoluta, ou seja, 17 votos a favor do projeto.

“A gente viu o Regimento Interno sendo desobedecido. A gente precisa de dois terços dos votos para mudar o Regimento, isso seria 17 votos e eles aprovaram com 15 votos. Independente de lado, se concordo ou não, não se pode mudar o Regimento desta forma, na frente de toda população, e isso ser aceito”, afirmou.

“Vamos entrar agora, estamos protocolando um processo em conjunto para tornar ilegal essa votação que aconteceu aqui”, acrescentou.

Concorrem a Mesa Diretora, o atual presidente da Casa e um dos autores do projeto de voto secreto, o vereador Chico 2000 e novata eleita nas eleições de outubro, Paula Calil (PL), que foi indicada para a disputa pelo prefeito eleito, Abilio Brunini (PL). Maysa faz parte da chapa de Paula Calil (PL), composta 100% por mulheres. 

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Os opositores acreditam que a medida para tornar o voto secreto a poucos dias da eleição da nova Mesa seja uma manobra de Chico 2000 para se reeleger.  

Para Maysa, o grupo de Chico acredita que vai se beneficiar com “votos envergonhados”, já que Paula tem, em votos declarados, a maioria para conseguir se eleger como presidente.

“A preocupação é que hoje, com votos declarados, eles não têm nomes suficientes. Eles acreditam que com votação secreta possam ter a traição de algum membro que já declarou apoio à outra chapa”, afirmou.

“Não acredito que isso vá acontecer, mas de toda forma o nosso pleito de proibir que isso seja tornado um regramento é porque foi feita uma manobra, uma manobra ilegal. A gente precisava de 17 votos”, completou.

 

Veja vídeo:

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