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Presidente da Assembleia diz que procurador deve ser exonerado: “Não vamos passar pano”

O servidor foi preso na madrugada deste sábado (11), em Cuiabá, acusado de manter em cárcere privado uma adolescente de 16 anos e de ameaçá-la com uma arma de fogo
Reprodução

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O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), afirmou nesta segunda-feira (12) que não irá “passar pano” para condutas criminosas e que deve exonerar o procurador legislativo Benedito César Côrrea Carvalho. O servidor foi preso na madrugada deste sábado (11), em Cuiabá, acusado de manter em cárcere privado uma adolescente de 16 anos e de ameaçá-la com uma arma de fogo.

“Assembleia não vai aceitar isso. Aquele que fizer [praticar crimes] vai pagar! O que quero garantir é o seguinte: aquele que atentar contra a vida, violência contra a mulher, ou atos ilícitos de corrupção, a punição virá com rigor máximo”, disse.

Benedito já estava afastado de suas funções e respondia a um processo administrativo disciplinar desde agosto do ano passado, quando foi detido sob acusações semelhantes.

 

Questionado sobre o caso do outro procurador da Assembleia, Luiz Eduardo Figueiredo Rocha e Silva,  preso após matar um morador de rua, no bairro Boa Esperança, em Cuiabá em abril desde ano, Max reforçou que ambos os casos são “casos isolados” e não mancham a imagem do Legislativo e nem da categoria – considerado um dos salários mais altos da casa.

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“O importante é a gente não passar pano, o importante é a gente não aliviar, o importante é a gente não deixar, por ter um grande salário, um espaço social importante, a gente não cobrar a punição, muito pelo contrário. Eu, como presidente, vou cobrar mais rigor ainda, porque tem um salário bom, tem uma qualificação boa, tem um preparo bom, e a gente não pode esperar que façam o que os dois fizeram”.

O presidente da Casa de Leis apontou no caso de Benedito, o caminho é a exoneração do servidor.

“Como ele já estava respondendo e o caminho desse processo já era um caminho que teria muita dificuldade de permanecer no concurso público, o caminho lógico seria a exoneração. Mas vamos fazer tudo dentro da lei, com prazos contraditório… Mas será tratado com rigor por parte da presidência da Assembleia”, disse.

O caso

De acordo com a Polícia Militar, a vítima, contratada como garota de programa, foi resgatada após gritar por socorro. No local, os policiais encontraram drogas semelhantes à cocaína, uma faca e a arma usada por Benedito. O servidor foi encaminhado à Delegacia da Mulher.

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Este é o terceiro caso envolvendo o procurador, acusado anteriormente pelos mesmos crimes contra outras mulheres. Um ocorreu em 2017 e outro em 2018.

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