AEROPORTO BOM FUTURO

Prefeito Abilio cobrará regularização de área da Bom Futuro: “mesmo peso e mesma medida para todos”

O prefeito destacou a importância estratégica do terminal para a economia de Mato Grosso e descartou qualquer possibilidade de desativação da estrutura.

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que vai buscar a regularização fundiária da área onde está construído o Aeroporto Bom Futuro, considerado o maior terminal de aviação executiva do Centro-Oeste e que, segundo o Ministério Público Estadual (MPE), foi erguido sobre terrenos públicos do município. Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (3), Abilio declarou que a ocupação da área será tratada com o mesmo critério aplicado a comunidades carentes e que, se houver um acordo financeiro com o grupo empresarial responsável, os recursos serão destinados à regularização de moradias populares.

“A regularização fundiária vai se aplicar a mesmo peso e mesma medida para todos. Se eu for cobrar o afastamento ou a remoção de pessoas pobres, eu também tenho que cobrar o afastamento e a remoção de pessoas ricas. Se [em um acordo] for encaminhado para eles [Grupo Bom Futuro] pagarem ao município, cada centavo que eles pagarem a gente vai usar para regularizar as pessoas em vulnerabilidade”, disse.

O prefeito destacou a importância estratégica do terminal para a economia de Mato Grosso e descartou qualquer possibilidade de desativação da estrutura. Segundo ele, o aeroporto é um equipamento logístico relevante e que pode atrair investidores e eventos de grande porte à capital, inclusive personalidades internacionais como a banda Guns N’ Roses, que tem show marcado em Cuiabá para final de outubro. 

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“Aquele aeroporto é um aeroporto importante, vai atrair investimentos ao Estado. Porque muitas pessoas que vão vir trazer recursos vão usar aquele aeroporto, provavelmente até os Guns N’Roses é natural que faça um frete privado e pouse naquele aeroporto”, enfatiza o prefeito.

“Então ele vai atrair muitas atividades. A gente vai tirar o aeroporto de lá porque ele ocupou uma área que era pública? Não. Nós vamos regularizar aquela área e vamos ver com o Ministério Público quais serão as medidas necessárias para regularizar”, encerrou.

Abilio apontou que muitas áreas da cidade foram invadidas por atividades comerciais e sugeriu realizar um programa de regularização dessas áreas para compensar a regularização de áreas para as pessoas mais vulneráveis.

O grupo Bom Futuro, em nota, confirmou que a Prefeitura se manifestou expressamente nos autos afirmando não ter interesse nas áreas, por se tratar de bens particulares e que as posses foram adquiridas onerosamente de antigos ocupantes, muitos com mais de trinta anos de ocupação pacífica.

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Em junho, o MPE (Ministério Público Estadual de Mato Grosso) abriu inquérito para investigar se a empresa instalou o aeroporto sobre terrenos públicos e de maneira ilegal. 

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