OPERAÇÃO EM MT

Porsche, BMWs e R$ 100 mil estão entre apreensões contra facção

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A Polícia Civil de Mato Grosso apreendeu cerca de R$ 100 mil em espécie e sequestrou cinco veículos de luxo, avaliados em aproximadamente R$ 1,5 milhão, durante a Operação Dark Route, deflagrada nesta terça-feira (25) contra uma facção criminosa, em Várzea Grande e no Rio de Janeiro (RJ).

Entre os veículos sequestrados estão um Porsche Boxster GTS, duas BMWs, um Audi A3 e um Volkswagen T-Cross.

Segundo a investigação, os automóveis circulavam entre integrantes do grupo no eixo Mato Grosso – Rio de Janeiro e alguns estavam registrados formalmente em nome de terceiros, embora fossem utilizados por pessoas próximas à liderança.

Os veículos são apontados pela Polícia Civil como instrumentos de deslocamento, logística, ostentação e ocultação patrimonial. O sequestro da frota faz parte da estratégia de descapitalização da facção, com o objetivo de atingir também os bens utilizados para sustentar sua estrutura.

Ao todo, a Dark Route cumpre nove mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão e cinco sequestros de veículos de luxo em Várzea Grande e no Rio de Janeiro.

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As medidas foram determinadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá, com base nas investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).

A investigação identificou uma estrutura da facção no Rio de Janeiro que, segundo a Polícia Civil, funcionava como base de proteção, comando e articulação. O local concentrava foragidos da Justiça de Mato Grosso, integrantes chamados de “soldados armados” e pessoas responsáveis pelo suporte à liderança.

Parte dos integrantes estava instalada no Complexo do Alemão. A estrutura também era utilizada para manter conexões com atividades desenvolvidas em Mato Grosso.

A operação ainda apontou que o grupo possui capacidade bélica, com integrantes identificados portando e efetuando disparos com fuzis de uso restrito, além de registros relacionados à guarda e ao remanejamento de armas e munições.

A operação 

Um dos alvos de prisão já havia sido localizado no Rio de Janeiro na quinta-feira (20), após deixar o Complexo do Alemão para frequentar uma academia. Trata-se de Guilherme Moura da Silva, conhecido como “Vasco”, apontado como operador financeiro da facção em Mato Grosso.

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Outros dois alvos foram presos em Várzea Grande durante a fase ostensiva da operação.

O principal alvo da investigação, Jonas Souza Gonçalves Júnior, o “Batman”, permanece no Rio de Janeiro e não foi localizado nesta fase. Ele está foragido desde 2024 e, segundo a Polícia Civil, continua sendo investigado por manter atuação no crime por meio de operadores financeiros, soldados armados, familiares e outras pessoas.

A operação busca desarticular o núcleo criminoso e atingir, além dos integrantes, os braços financeiros, operacionais e patrimoniais que sustentam as atividades do grupo.

Veja o vídeo:

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