O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou nesta terça-feira (13) que o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) precisa vencer o segundo turno das eleições para “tirar o Brasil das amarras do PT”. A declaração foi feita durante a inauguração da Casa 22, comitê de campanha do presidenciável, em Cuiabá.
“Nós, brasileiros, precisamos que o 22 ganhe a eleição. Precisamos que o Flávio Bolsonaro ganhe essa eleição para mudar o Brasil, para tirar o Brasil das amarras do PT”, afirmou.
A Casa 22 foi instalada na sede do Republicanos, no bairro Quilombo, onde funcionou a Casa 10 durante a campanha de reeleição de Pivetta. O evento reuniu diversas lideranças políticas de Mato Grosso para reforçar a candidatura de Flávio na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante o discurso, Pivetta convocou os eleitores mato-grossenses a participarem da campanha e afirmou que o espaço estará aberto aos apoiadores do candidato.
“Todos os brasileiros mato-grossenses que querem se juntar conosco para ajudar a derrotar o PT são muito bem-vindos. Estão todos convidados. Todos que querem votar no Flávio Bolsonaro podem fazer dessa casa a sua casa também, que a partir de hoje é a Casa 22”, disse.
Meta de 75% dos votos
O governador também afirmou que pretende ampliar a votação de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, estabelecendo como meta alcançar 75% dos votos no segundo turno.
“Nós vamos fazer o que for possível, dentro da legalidade, para aumentar o percentual de votação. Ele teve 65%. Vamos trabalhar, vamos fazer o possível para que chegue aos 75%”, declarou.
Questionado sobre a possibilidade de uma participação menor dos eleitores no segundo turno, marcado para o próximo dia 25, Pivetta afirmou que a estratégia será conscientizar a população sobre a importância de comparecer às urnas.
“Nós vamos convidar o nosso povo mato-grossense para ir para as urnas, para fazer como já fez no primeiro turno. Se possível, até os que não foram votar no primeiro turno, nós vamos pedir ao povo mato-grossense que compareça às urnas no dia 25 e ajude a mudar o Brasil”, afirmou.
Segurança pública
Pivetta também criticou a atuação do Governo Federal na segurança pública, especialmente na região de fronteira entre Mato Grosso e a Bolívia.
Segundo ele, o Estado enfrenta dificuldades para combater o crime organizado sem uma política nacional mais efetiva e maior presença das forças federais.
“Nós dependemos do governo central, que tenha a responsabilidade e assuma a fronteira do Brasil com a Bolívia, que são 900 quilômetros que o Estado de Mato Grosso cuida sozinho, sem a presença do Governo Federal”, disse.
O governador defendeu ainda o endurecimento do combate às facções criminosas e a classificação dessas organizações como terroristas.
“Nós queremos fazer segurança pública de verdade, inseridos numa política nacional de segurança pública, que resolva combater o crime organizado, que resolva decretar guerra a essas facções criminosas, que resolva realmente acabar com essa lambança que é a segurança pública no Brasil”, afirmou.
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