A prefeita Flávia Moretti (PL) classificou o episódio da pane elétrica no Pronto-Socorro de Várzea Grande na madrugada desta quinta-feira (4), que obrigou a transferência emergencial de 23 pacientes, entre eles 20 adultos e três crianças, para outras unidades de saúde de Cuiabá como anos de descaso com a saúde pública do município.
“Poderia ter acontecido um incêndio, sim. Seria uma catástrofe. Eu oro e agradeço a Deus por ter tido tempo de remover os pacientes”, disse a gestora, emocionada, em entrevista à imprensa. Ela acrescentou que a situação escancara falhas acumuladas de gestões anteriores. “Esse fato que aconteceu prova o quanto a gente não consegue mudar a realidade do município de uma hora para outra. Prova, mais uma vez, o descaso que foi a saúde pública de Várzea Grande em todas as gestões passadas.”
Segundo a prefeita, o atendimento emergencial só foi possível graças ao apoio de outras unidades hospitalares e ao auxílio do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL). “Foi uma força-tarefa. Nós salvamos vidas, mesmo com todas as dificuldades que enfrentamos na gestão”, destacou.
Os pacientes transferidos foram encaminhados para diferentes hospitais da capital e região metropolitana, em um esforço conjunto para garantir a continuidade do atendimento.
Estrutura antiga e falta de manutenção
Flávia Moretti explicou que a falha ocorreu devido ao desgaste da infraestrutura elétrica do hospital. “O transformador do Pronto-Socorro tem mais de 30 anos. O gerador, que também é antigo, não consegue acionar. Tivemos que fazer a remoção dos pacientes de UTI. Nessa reforma que estamos fazendo está previsto três geradores e novos transformadores. Esse problema, detectamos no segundo dia de mandato”, afirmou.
Além do impacto na rede elétrica, a pane também afetou o sistema de abastecimento de água, uma vez que a bomba responsável pela distribuição parou de funcionar. Um caminhão-pipa do Departamento de Água e Esgoto (DAE) foi acionado para minimizar os efeitos.
Enquanto a situação não é normalizada, o pronto-socorro suspendeu o recebimento de pacientes na emergência. A prefeitura estima que o fornecimento de energia seja restabelecido em até 24 horas.
O hospital já passa por uma ampla reforma estrutural, que inclui reparos no telhado — que apresentava risco de desabamento —, modernização das instalações hidráulicas, elétricas e de esgoto, além da reestruturação dos banheiros e pintura geral da unidade.




















