O padre Luciano Braga Simplício, da Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, em Nova Maringa (a 270 km de Cuiabá), foi afastado de suas funções nesta quinta-feira (16) após a ampla repercussão de um vídeo em que aparece no quarto da casa Paroquial com uma jovem de 21 anos, então noiva, de um fiel da igreja. A Paróquia de Nossa Senhora Aparecida pertencente à Diocese de Diamantino.
De acordo com informações publicadas pelo portal Metrópoles, o afastamento foi determinado pela Diocese após a circulação das imagens nas redes sociais e aplicativos de mensagens. Apesar da decisão, as atividades religiosas da paróquia seguem normalmente, agora sob a responsabilidade do padre Pedro Hagassis, de 76 anos, ordenado presbítero em janeiro de 2011.
O vídeo que levou ao afastamento foi gravado na noite de domingo (2). Nas imagens, um grupo de homens aparece na residência paroquial exigindo que o sacerdote abra a porta do banheiro do quarto. Após a insistência, o grupo entra no local e encontra a jovem escondida debaixo de uma pia.
Segundo informações, os homens seriam familiares do noivo da jovem, que teriam flagrado a situação.
A Paróquia de Nossa Senhora Aparecida confirmou o episódio por meio de nota oficial, afirmando ter ciência do ocorrido e que já adotou as medidas cabíveis.
“Tendo em vista o bem da Igreja e do povo de Deus, todas as medidas canônicas previstas já estão sendo devidamente tomadas”, declarou a instituição.
A reportagem tentou contato com a Diocese de Diamantino, mas até o momento não obteve retorno.
Paralelamente à repercussão do caso, a Polícia Civil deflagrou uma operação para investigar o vazamento das imagens. A ação foi realizada também na quinta-feira (16) e teve como objetivo apreender dispositivos eletrônicos que possam conter registros da jovem, como celulares, computadores, pen drives, cartões de memória e outras mídias digitais.
De acordo com a polícia, os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em residências de dois amigos do ex-casal e da esposa de um deles, todos apontados como possíveis envolvidos na divulgação do material.
A investigação apura crimes como constrangimento ilegal qualificado (por violência e participação de várias pessoas), dano qualificado, invasão de domicílio qualificada (cometida à noite e com uso de violência), exposição de intimidade e dano psicológico à jovem. Conforme as autoridades, a vítima entrou em estado de choque após ter sua privacidade exposta.
O caso segue sob análise da Delegacia de Nova Maringá, que ainda não informou se haverá indiciamentos ou novas medidas judiciais nos próximos dias.




















