Em meio à recente controvérsia que envolve o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o também deputado federal José Medeiros (PL-MT) viajou aos Estados Unidos para encontrar-se com o colega de partido e demonstrar seu apoio. Em vídeo publicado nas redes sociais, Medeiros aparece ao lado de Eduardo, e afirma que ele está sendo politicamente “perseguido” e “sacrificado”.
Além de prestar solidariedade, os parlamentares reforçaram a defesa pela anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, apresentando o tema como parte das negociações com o ex-presidente americano Donald Trump, em troca de um possível recuo nas tarifas impostas aos produtos brasileiros.
Durante a gravação, José Medeiros minimiza a responsabilidade de Eduardo Bolsonaro no episódio das tarifas e afirma que o futuro das relações comerciais entre os países dependerá da atuação do governo Lula (PT).
“Esse cara aqui está sendo perseguido e sacrificado, mas tem boas notícias para gente. As coisas estão andando. O Trump mandou uma carta a todos os países, está nas mãos do Lula para evitar que o Brasil seja sancionado”, declarou Medeiros.
Já Eduardo Bolsonaro agradeceu a visita do aliado e disse que “novos ares” estão por vir, fazendo referência a futuras pressões políticas sobre o governo federal e o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele também voltou a defender a anistia total aos condenados pelos atos golpistas.
“Todos já estão vendo os novos ares, viveremos um momento novo muito em breve e isso não será em custa de mar tranquilo, será mar revolto, mas é normal e é como tem que ser feito. Lula, Alexandre de Moraes… essas serão as portas que precisam ser batidas. Do lado de cá, não tem como ter intercolução antes do Brasil dar o primeiro passo de anistia ampla e geral para darmos início à mesa de negociação”, afirmou Eduardo.
A movimentação ocorre em um momento de tensão entre setores bolsonaristas e o governo Lula, especialmente após a decisão dos EUA de aplicar tarifas a produtos brasileiros, medida atribuída por alguns à influência do deputado Eduardo Bolsonaro sobre o ex-presidente Trump. Os aliados, contudo, rechaçam essa leitura e apostam em articulações políticas para tentar reverter o cenário.
Veja vídeo:




















