ESTRATÉGIA ELEITORAL

Margareth mira no segundo voto e tenta ampliar espaço na reta final

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A menos de uma semana das eleições, Margareth Buzetti (PP) passou a concentrar parte da estratégia de campanha em um eleitor específico: aquele que já decidiu um dos votos para o Senado, mas ainda não definiu o segundo.

“Estou pedindo o voto de todos, não para todos”, afirmou a candidata em vídeo divulgado nas redes sociais. A mensagem explora uma particularidade da eleição deste ano: em Mato Grosso, assim como nos demais estados, duas vagas para o Senado serão preenchidas. Cada eleitor poderá escolher dois candidatos diferentes.

A estratégia permite que Margareth tente avançar para além do eleitorado que a tem como primeira opção. Na prática, a campanha procura se apresentar também como alternativa para o segundo voto, inclusive entre eleitores que apoiam adversários na disputa.

Margareth concorre pelo PP e tem Jucélia Ferro (PSDB) como primeira suplente e Coronel Grasi (Republicanos) como segunda. A composição é uma das chapas registradas na disputa pelo Senado em Mato Grosso.

Passagem pelo Senado entra no discurso

Na reta final, Buzetti também tem recorrido ao período em que exerceu mandato no Senado para sustentar a candidatura. Ela chegou à Casa como primeira suplente de Carlos Fávaro (PSD) e assumiu o mandato em diferentes períodos entre 2022 e 2026. Atualmente, está fora de exercício.

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Durante a passagem pelo Congresso, apresentou projetos que posteriormente foram transformados em lei, entre eles a proposta que tornou o feminicídio crime autônomo e aumentou a punição prevista no Código Penal. O projeto foi destacado pela própria senadora quando se despediu do mandato em 2025.

A atuação no Senado e a chapa formada por três mulheres aparecem agora como elementos usados pela candidatura para disputar espaço nos últimos dias antes da votação.

Com dez candidaturas ao Senado registradas em Mato Grosso, a tentativa de conquistar o segundo voto entra como uma das frentes da campanha de Margareth nesta reta final.

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