O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Juvenal Pereira da Silva, negou um recurso do vereador por Cuiabá, Chico 2000 (PL), que foi afastado do cargo durante a Operação Perfídia, suspeita de corrupção no Legislativo Municipal. A informação foi confirmada por uma fonte do Tribunal de Justiça. A ação está sob sigilo. Chico que já presidiu Câmara de Vereadores, nega as acusações.
Além de Chico 2000 o vereador Sargento Joelson (PSB) também está afastado. Ambos são investigados de terem recebido propina da empreiteira HB20, responsável pela obra do Contorno Leste, orçada em R$ 125 milhões, em Cuiabá.
Não há informações sobre os detalhes da decisão que negou recurso ao vereador afastado. No entanto, a reportagem apurou que ele estuda ingressar com novos recursos judiciais para tentar voltar ao cargo.
O afastamento dos parlamentares foi determinado pela juíza Edna Ederli Coutinho, do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo), que apontou que a permanência deles no cargo geraria “risco concreto” de que eles pudessem seguir utilizando a Câmara para praticar “atos ilícitos” .
“A suspensão do exercício da função pública, portanto, é medida imprescindível para afastar esse risco e garantir a lisura da investigação, impedindo que a proximidade dos investigados com o poder político local, em razão de seus cargos. Inclusive, à época, o vereador ‘Chico 2000’ ocupava o cargo de Presidente da Casa Legislativa Municipal –, aumente a probabilidade de que possam se valer de sua influência para dificultar a colheita de provas, intimidar testemunhas ou desvirtuar o curso da investigação”, diz trecho da decisão que embasou a operação.


















