A Justiça manteve a prisão do soldado da Polícia Militar Raylton Duarte Mourão, que confessou ter executado a personal trainer Rozeli da Costa Sousa Nunes, de 33 anos, em Várzea Grande. A decisão foi assinada pelo juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal do município, nesta segunda-feira (22).
O magistrado determinou que o militar permaneça detido no Batalhão da Rotam, em Cuiabá, e receba atendimento psiquiátrico, uma vez que declarou sofrer de síndrome do pânico, depressão e outros transtornos.
“Nos termos do art. 1º, inciso III, do Provimento n. 12/2017-CM, conforme as declarações do autuado afirmando fazer tratamento psiquiátrico (síndrome do pânico, depressão e outros transtornos), verifico necessário o encaminhamento sanitário. Oficie-se à Diretoria da unidade prisional e a Secretaria Municipal da Saúde de onde o custodiado for recolhido para que, no prazo de 10 (dez) dias, proceda ao tratamento adequado”, registrou o juiz na decisão.
Entrega e audiência de custódia
Raylton se apresentou à Polícia no domingo (21) e confessou ter sido o autor dos disparos contra Rozeli. Ele foi ouvido na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e, no dia seguinte, passou por audiência de custódia, na qual a prisão temporária foi mantida.
O soldado estava foragido desde 15 de setembro, quando a Justiça decretou sua prisão e a de sua esposa, a farmacêutica Aline Valandro Koun, que segue desaparecida.
Apesar de Raylton ter negado envolvimento da esposa no assassinato, a Polícia Civil não descartou a possibilidade de cumplicidade de Aline. Ela é considerada peça importante nas investigações conduzidas pela DHPP.
O crime
Rozeli foi morta na manhã do dia 11 de setembro, quando saía de casa, no bairro Cohab Canelas, em Várzea Grande. Ela foi atingida por disparos enquanto estava em seu carro, um Renault Sandero, por volta das 6h20.
Imagens de câmeras de segurança mostraram dois homens em uma motocicleta preta se aproximando do veículo e atirando contra a vítima, que seguia para a academia na avenida Filinto Müller. O condutor da moto ainda não foi identificado.
Operação Moeda de Sangue
Dois dias após o crime, a Polícia Civil deflagrou a Operação Moeda de Sangue, cumprindo mandados de busca e apreensão na residência do casal. No entanto, Raylton e Aline não foram encontrados e passaram a ser considerados foragidos.
O caso continua sob investigação da DHPP.


















