A jovem Vitoria Camily Carvalho Silva, 22, que morta pelo ex-namorado, Helder Lopes de Araújo, de 23 anos, no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, na noite de sábado (15), havia tirado o passaporte com planos de deixar o país por causa das ameaças que vinha sofrendo do ex.
Em entrevista à imprensa a irmã da vítima, Bruna Gabriely Carvalho Silva, relatou que ela, assim como toda a família, eram ameaçados há meses por Helder, que não aceitava o fim do relacionamento.
Em depoimento à polícia, irmã da vítima desmentiu que Vitória estaria grávida e teria cometido um aborto.
Delegado responsável pelo caso, Nilson Farias, também não acredita nessa versão, e afirma que todas as hipóteses estão sendo investigadas nesse primeiro momento, e que o suspeito tem passagens criminais por tráfico de drogas.
O crime
De acordo com o boletim de ocorrência, o feminicídio ocorreu por volta das 20h20. Helder invadiu a residência de Vitoria disparou contra ela 4 vezes. Os tiros acertaram o peito e a cabeça da jovem. Ele ainda tentou balear a testemunha, mas o tiro não saiu e ele fugiu do local.
A equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamada e constatou a morte da vítima ainda no local.
Helder foi preso na madrugada deste domingo (16), enquanto tentava fugir para Mato Grosso do Sul. A prisão aconteceu horas após o crime, durante uma abordagem da Polícia Militar em Rondonópolis (a 220 km ao sul de Cuiabá), quando ele e o irmão tentavam fugir para o estado vizinho.
Em uma fala à imprensa no momento em que chegava na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o criminoso afirmou que teria matado a vítima após ela ter realizado um suposto aborto.
Já na boletim de ocorrências da prisão, consta que o suspeito confessou ser integrante de uma facção criminosa e que teria cometido o crime por não aceitar o término do relacionamento com a vítima. O homem ainda relatou para a PM que teria descartado a arma utilizada, no rio Cuiabá, após ter cometido o crime
Durante a audiência de custódia, a juíza plantonista Cristiane Padim da Silva determinou a prisão preventiva de Helder. Para a magistrada houve prova de materialidade e indícios suficientes de que o acusado foi responsável pelo crime.
Ainda conforme a decisão da magistrada, a conduta do criminoso demonstra que o crime teria sido planejado. Com isso, a juíza converteu a prisão em flagrante de Helder para preventiva.
Posteriormente, ele foi encaminhado para uma penitenciária.























