O deputado estadual Júlio Campos questionou o eventual apoio do União Brasil à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). A crítica foi feita nesta quarta-feira (30) durante a convenção do partido.
Júlio apresentou uma questão de ordem após o ex-governador Mauro Mendes, presidente estadual do União Brasil, anunciar o início da votação na convenção. Júlio alegou que na cédula havia a opção pela indicação de um vice na chapa de Pivetta, o que, segundo ele, não seria permitido.
Mendes negou e afirmou que a cédula tinha apenas o que havia sido acordado entre os convencionais, ou seja, duas únicas opções: se querem uma candidatura própria, capitaneada pelo senador Jayme Campos, ou se querem coligar com o Republicanos.
Em seguida, Júlio tomou a palavra e alegou que o Republicanos não havia formalizado a intenção de se coligar ao União e, por isso, deveria ser votado apenas a homologação da chapa de Jayme ao Governo.
Segundo o secretário-geral da legenda, deputado Dilmar Dal Bosco, os partidos interessados em ter o apoio do União deveriam ter protocolado o pedido junto ao diretório até três dias antes da convenção, mas nenhum partido ou candidato o fez.
“De acordo com o procedimento do nosso partido deveria as pessoas interessadas protocolar [pedido de apoio] três dias antes da convenção. O prazo de qualquer partido que quisesse ter apoio da União Brasil tinha que ter protocolado pelo presidente de qualquer agremiação, para que nós deliberássemos aqui. Nenhum partido protocolou”, disse Dilmar antes do início da convenção.
A convenção do União está sendo realizada em Cuiabá nesta tarde de quinta-feira (30). A votação foi iniciada às 12h45 e deve durar 5 horas, como determina o estatuto.
Mendes nega
Mendes negou qualquer irregularidade e disse que todas as decisões foram tomadas em consenso com a direção nacional da legenda, em Brasília.
O governador leu ainda a carta de intenção do Republicanos endereçada ao União, pedindo o apoio do partido na coligação de Pivetta. O auditório, lotado com apoiadores de Jayme, chegou a entoar uma vaia ao ex-governador.
“Nenhum procedimento que diz que para que se manifeste um desejo de votação da convenção que tem que vir uma formalização de outro partido. Nenhum partido de fora pode propor algo aqui dentro. Quem tem legitimidade para propor algo dentro da convenção são os filiados do partido”, disse Mendes.
“Qualquer filiado do partido pode propor, pode se candidatar, pode propor algo para que esta convenção decida. Então, dois filiados fizeram propostas divergentes. E essas duas propostas divergentes vão ser levadas à votação”, completou.
Com o impasse, aumenta o risco de a convenção ser judicializada por algum dos grupos.

























