O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) acredita que o governador Mauro Mendes (UB) só deve decidir se será candidato ao Senado nas eleições de 2026 em abril do próximo ano. Para disputar o cargo no Congresso Nacional, Mendes precisará renunciar ao governo do estado em abril, conforme estabelecido na legislação eleitoral. No entanto, segundo Júlio, a principal preocupação do governador, neste momento, está nas obras da atual gestão que ainda não foram concluídas.
Em conversa com jornalistas, Júlio contou que o governador expôs a preocupação em uma reunião com membros do União Brasil, realizada no último dia 14, no Palácio Paiaguás.
“O governador expôs a preocupação com relação à sua possível saída abril do ano que vem. Disse que está um pouco indeciso e até certo ponto preocupado”, disse Júlio.
“Ele gostaria de entregar as grandes obras que o seu governo vem executando e elas podem não ser concluídas daqui até abril”, completa.
Entre as obras citadas pelo parlamentar estão, o BRT ligando em Cuiabá e Várzea Grande, quatro hospitais regionais e o Hospital Júlio Muller na Capital. Ainda, o túnel no Portão do Inferno, em Chapada dos Guimarães, e o Parque Novo Mato Grosso, considerado obra dos sonhos do governador.
A reunião com os membros do União foi para ‘aparar as arestas’ após um jantar com a presença de lideranças políticas do estado, incluindo o presidente do UB em Mato Grosso, Mauro Mendes e o vice Otaviano Pivetta (Republicanos), junto aos megaempresários do agro Eraí Maggi e Blairo Maggi com o presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira. Corre nos bastidores, que reunião cravou apoio do grupo à candidatura de Pivetta na disputa pela sucessão de Mauro.
O impasse, visto agora, está dentro do União Brasil. Lideranças como Júlio, o irmão , o senador Jayme Campos, o deputado Dilmar Dal Bosco, defendem que o partido tenha candidatura própria ao governo, e sugerem o nome de Jayme para a disputa.
Corre nos bastidores que está se repetindo a história ocorrida nas eleições municipais, quando o impasse dentro do União Brasil, entre o hoje, secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia e o deputado estadual Eduardo Botelho, que disputaram a candidatura para prefeito de Cuiabá.
Na ocasião, Botelho venceu dentro do partido e perdeu nas urnas para Abilio Brunini (PL). Na época, a derrota de Botelho foi atrelada por muitos, por ser definida de última hora.


























