2033

Govenador diz que MT pode perder R$ 7 bilhões com reforma tributária

Mauro lembrou que tentou interferir no processo enquanto a proposta estava em discussão, mas ressaltou que agora a decisão já foi tomada e publicada

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O governador Mauro Mendes (UB), prevê que Mato Grosso pode perder mais de R$ 7 bilhões em arrecadação com os impactos da reforma tributária aprovada pelo Congresso Nacional, destacando que o estado poderá perder arrecadação significativa a partir de 2033.

Em conversa com jornalistas, Mauro lembrou que tentou interferir no processo enquanto a proposta estava em discussão, mas ressaltou que agora a decisão já foi tomada e publicada.

“Senhores, a reforma do Tributado já aconteceu, a decisão já foi tomada, foi publicada. Entendeu? Então, o nosso tempo, nós colocamos as posições, eu fiquei várias semanas, foi noticiado pela imprensa como um todo, onde eu estive em Brasília várias e várias vezes tentando interferir”, declarou o governador.

“A perda estimada inicialmente é de mais de R$ 7 bilhões. Existe um fundo compensador que faz a compensação disso nos anos iniciais, mas já entramos de cara perdendo 10%, porque não compensa 100% das perdas”, afirma. 

Com a reforma, o atual ICMS, que fica para os governos estaduais, será substituído pelo IVA (Imposto sobre Valor Agregado) que deve deixar ao governo estadual somente tributos sobre o que for consumido dentro do estado.

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“Mato Grosso vai perder a arrecadação a partir de 2033 pela nova natureza desse imposto, que embora ele será um dos mais caros do mundo, incide apenas no consumo. E Mato Grosso é um estado com pouca população. Vai travar o nosso crescimento, porque acaba os incentivos fiscais e vamos ter dificuldade em atrair novas indústrias para cá, já que estamos longe dos centros de consumo. Nós estamos no centro produtor, mas o consumidor está em outros estados brasileiros”, explicou Mendes.

O governador ainda criticou a falta de aprofundamento no debate sobre os efeitos da reforma e ressaltou que suas análises são sempre baseadas em critérios técnicos, e não políticos.

“Infelizmente, eu vi pouca gente nesse país se aprofundando e compreendendo com mais clareza o que poderá acontecer. Espero até que eu esteja errado. Vou ficar muito feliz se isso for uma verdade, mas eu dificilmente me engano quando eu coloco alguma afirmação, porque eu faço isso sempre em bases técnicas e não políticas”, afirmou.

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