Luciana da Silva, mãe da adolescente Kethlyn Vitória da Silva, de 15 anos, assassinada com um tiro na cabeça, no dia 3 de maio em Guarantã do Norte (732 km de Cuiabá), se manifestou falou pela primeira vez após morte da filha. Em entrevista ao portal UOL, ela contou que o relacionamento da filha com o médico Bruno Felisberto, de 29 anos, autor do feminicídio era marcado por ciúmes e brigas constantes.
A mãe da vítima ainda relatou que chegou a tirar a jovem da cidade para tentar protegê-la, mas Kethlyn decidiu retornar.
“Eu não aprovava esse namoro e cheguei a tirar minha filha da cidade por causa disso. Os dois começaram a namorar há cinco meses. Ele demonstrava ser um bom rapaz. Mas era muito possessivo com ela. Eles brigavam muito. Isso todo mundo sabia, porque as brigas eram na frente das pessoas”, contou Luciana.
Kethlyn morava com médico desde o início do namoro. A mãe conta que nos últimos dias antes do crime, a adolescente demonstrava estar feliz. Em áudios enviados à mãe, falava do aniversário que planejava para a irmã de três anos e se mostrava empolgada com o futuro.
“Ela amava as irmãs, gostava muito das menininhas. A maior felicidade dela era cuidar dessas crianças. Ela era muito feliz, carregava um sorriso lindo. A maior saudade que tenho é de vê-la sorrindo”, conta a Luciana emocionada.
A mãe contou ainda que o sonho de Kethlyn era cursar Direito e se tornar advogada criminalista.
“Ela já tinha na cabeça que queria ser advogada criminalista. Eu sempre dei os melhores conselhos para ela, dizia para ela focar nos estudos, fazer uma faculdade para ter um bom futuro.”
O crime
Kethlyn foi morta com um tiro na cabeça dentro do carro do médico. Ao se apresentar à delegacia, Bruno alegou que o tiro foi acidental, chegando a dizer que a própria jovem havia disparado a arma.
Segundo o delegado Waner dos Santos Neves, responsável pelo caso, essa versão não se sustenta.
“O laudo pericial é muito claro em afirmar que foi um tiro na região da nuca que transfixou da direita para a esquerda. Isso, no meu modo de entender, é incompatível com essa versão apresentada por ele. Ele mandou um áudio para o irmão afirmando que aquilo teria acontecido por acidente. Essa versão inicial não condiz com o laudo pericial”, afirmou.
Luciana não acredita que o tiro tenha sido disparado por acidente: “Ele atirou porque quis, ele confessou para o delegado. No começo ele veio com essa tese, logo quando foi no hospital, dizendo que tudo foi um acidente, que ela mesmo tinha disparado a arma na cabeça dela. Mas aí, por final, ele confessou que atirou na cabeça dela, atirou porque ele quis, não foi um acidente”, desabafou.
O médico está preso e caso segue sendo apuado.



















