De olho no rodízio das cadeiras, a ex-vereadora Edna Sampaio (PT), se prepara para assumir mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Ela convocou uma reunião com apoiadores na sede do partido, neste sábado (7), às 9h, para discutir sua posse como deputada estadual.
Segundo Edna, ela assumirá a vaga deixa pelo deputado estadual, Lúdio Cabral que aderiu ao sistema de rodízio de suplentes e solicitou licença do cargo, abrindo espaço para que outros nomes do partido também possam exercer o mandato.
O rodízio entre parlamentares do PT tem sido uma prática defendida pelas siglas como forma de valorizar a pluralidade dentro do partido e ampliar a representatividade de lideranças que, apesar de não eleitas diretamente, possuem atuação ativa nas bases sociais e partidárias.
No mês passado, o deputado estadual e líder na sigla no estado, Valdir Barranco, em seu lugar, assumiu o suplente Henrique Lopes.
Com sua entrada na Assembleia, Edna será uma das poucas mulheres a ocupar uma cadeira na atual legislatura, reforçando o debate sobre a sub-representação feminina na política mato-grossense.
A posse de Edna deve ocorrer oficialmente nos próximos dias, conforme cronograma da ALMT.
“Estamos nos mobilizando para levar nossas pautas com ainda mais força para o parlamento. Se você já participou da construção do Mandato Coletivo na Câmara Municipal como co-vereador, agora é hora de somar forças na ALMT como co-deputado”, registrou Edna nas redes sociais.
Cassação na Câmara
A ex-vereadora Edna Sampaio foi cassada após acusações de que ela obrigou sua ex-chefe de gabinete, Laura Abreu, a devolver a verba indenizatória que recebia como parte do seu salário para uma conta controlada pela então vereadora. O marido de Edna, Willian Sampaio, agia como cobrador, mandando mensagens para que Laura não esquecesse de fazer as transferências.
Isso durou pelos quatro meses em que Laura trabalho no gabinete de Edna. A Verba Indenizatória era de R$ 5 mil, de modo que foram devolvidos à então parlamentar R$ 20 mil.
Laura Abreu, foi demitida durante a gravidez, o que levou a Câmara Municipal a ser obrigada a pagar uma indenização de R$ 70 mil.
Em depoimento à Comissão de Ética do Legislativo, Laura disse que foi demitida porque Edna acreditava que a gestação iria atrapalhar o seu desempenho na função.
A vereadora cassada diz que o dinheiro que Laura era obrigada a devolver deveria ser usado para custear as despesas do gabinete.



















