A Câmara Municipal de Várzea Grande registrou um boletim de ocorrência relacionado ao caso do suposto aparelho de escuta encontrado no gabinete do vereador Bruno Rios (PL), líder da prefeita Flávia Moretti. O documento foi formalizado nesta sexta-feira (07.05) pelo presidente da Casa, Wanderley Cerqueira (MDB), e cita “omissão” do parlamentar diante da falta de comunicação oficial sobre o episódio.
Conforme o boletim, a Câmara afirma que tomou conhecimento do caso apenas por meio da imprensa e redes sociais, após a divulgação da denúncia feita por Bruno Rios sobre a existência de um suposto aparelho clandestino em seu gabinete.
Na narrativa registrada na Delegacia Digital, a Casa destaca que, até aquele momento, não havia conhecimento de acionamento formal da Guarda Municipal ou da Polícia Civil para garantir a cadeia de custódia do suposto equipamento encontrado no gabinete.
“Apesar da omissão do ilustre vereador, por dever de ofício, a Câmara registra este boletim de ocorrência”, diz trecho do documento.
O BO também detalha que a Secretaria Legislativa-Administrativa notificou Bruno Rios solicitando esclarecimentos oficiais sobre o caso, mas afirma que não houve posicionamento formal do parlamentar até o momento do registro.
Outro ponto destacado pela Câmara é que, segundo a Secretaria Administrativa, apenas o vereador e seus assessores possuem as chaves de acesso ao gabinete. O documento menciona ainda que o local possui uma porta de vidro instalada pelo próprio parlamentar, considerada um diferencial de segurança em relação aos demais gabinetes.
A Câmara também afirma que não houve relatos de arrombamento nas portas de acesso ao gabinete, o que, “a princípio”, afastaria a possibilidade de entrada de terceiros sem autorização do vereador ou de sua equipe.
No boletim, a Casa informa ainda que pretende solicitar novamente aos órgãos policiais uma varredura técnica completa em toda a estrutura do Legislativo municipal para verificar eventual existência de equipamentos clandestinos.
Mais cedo, Bruno Rios afirmou que nunca foi procurado para assinar qualquer documento relacionado a uma suposta varredura técnica nos gabinetes. O vereador também declarou que já suspeitava de vazamentos de articulações políticas realizadas dentro do gabinete, especialmente relacionadas à disputa pela Mesa Diretora.


























