A Câmara Municipal de Cuiabá rejeitou, na manhã desta terça-feira (10), os pedidos para abertura de comissões processantes que poderiam investigar e eventualmente levar à cassação do vereador Chico 2000 (sem partido). A maioria dos vereadores votou contra a instauração dos procedimentos, em uma sessão marcada por divisões internas e críticas entre parlamentares.
Por 15 votos a 7, os vereadores decidiram não dar sequência a dois pedidos de comissão processante contra Chico 2000, que estava afastado do cargo por determinação da Justiça. Os pedidos de investigação foram apresentados no dia 27 de janeiro, mesmo dia em que uma nova operação policial envolvendo o parlamentar foi deflagrada.
Os requerimentos de comissão processante foram protocolados com base no argumento de que Chico 2000 teria comprometido a imagem do Legislativo, ao ser alvo de várias operações policiais em um curto espaço de tempo, além de continuar recebendo salários mesmo afastado. No entanto, a maioria dos vereadores preferiu rejeitar os pedidos, optando por não instaurar as comissões que podem resultar na abertura de processo que levaria à perda do mandato.
A presidente da Câmara, Paula Calil (PL), afirmou que aguardava o parecer da Procuradoria da Casa antes da votação. Com o parecer já apreciado, restou aos vereadores decidir se o Legislativo municipal investiga formalmente ou não o parlamentar.
Este é o segundo afastamento de Chico 2000 em menos de dois anos. Em abril de 2025, ele já havia sido alvo de outro afastamento no âmbito da Operação Perfídia, que investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo emendas parlamentares e liberação de recursos pela Câmara e pela Prefeitura de Cuiabá. Naquela ocasião, outro vereador, Sargento Joelson (PSB), também foi afastado.
A votação desta terça-feira reflete a divisão entre parlamentares sobre a forma de apuração de condutas de membros da própria Casa, e pode influenciar futuros debates sobre a atuação do Legislativo municipal em casos de investigação interna.




























