POLÊMICA

Abilio volta a defender demissões por ideologia: “se a empresa fosse minha, eu escolheria pessoas que pensam como eu”

Secom Câmara-Cuiabá

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini,  sugerir que empresários demitam funcionários que não coadunam com a ideologia política da empresa. Embora reafirme que não está “mandando” ninguém demitir, o prefeito destacou que, se fosse o proprietário de uma organização, escolheria trabalhar apenas com pessoas que pensam como ele. 

“Eu não estou orientando que as empresas mandem embora gente que pensa diferente, não. Eu estou dizendo que, se a empresa fosse minha, eu escolheria pessoas que pensam como eu. Se a empresa fosse minha, eu contrataria pessoas com o mesmo pensamento ideológico”, frisou o prefeito em coletiva na tarde desta quinta-feira (27).

Ao justificar sua visão, o prefeito afirmou acreditar que o alinhamento ideológico é, em muitos casos, um critério necessário para garantir coerência entre o papel de uma instituição e o comportamento de seus funcionários.

“Você contrataria alguém que é a favor do aborto para trabalhar na sua maternidade? Eu acho que isso não se encaixa em uma maternidade. Se a ideia de maternidade é defender a vida, como você pode ter alguém que defende o aborto em uma maternidade? Não se encaixa. Você contrataria para trabalhar em um espaço que vai defender a luta contra as drogas alguém que defende as drogas? Eu acho que não. Não se encaixa. Você contrataria alguém que defende facções na polícia militar? Eu acho que não. Não se encaixa”, disse.

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Repercussão aumentou após o governador Mauro Mendes (União Brasil), afirmar que não concorda com a prática de demissões motivadas exclusivamente por divergência política ou ideológica. 

“Na minha empresa, eu jamais vou demitir alguém — ou no governo de Mato Grosso, jamais vou demitir alguém — porque ele é de direita ou de esquerda. A gente tem que respeitar o cidadão e suas opiniões. Afinal de contas, isso é uma democracia”, declarou o governador.

Abilio, por sua vez, rebateu, dizendo que demissões por desconformidade ideológica são comuns em cargos de confiança.  

“A princípio, e pela própria legislação, esses cargos de confiança existem a partir do momento que há confiança. E não vamos ser falsos em pensar que só uma pessoa com determinado pensamento ideológico é capaz de executar um serviço. Há pessoas qualificadas na direita, na esquerda, independente. Só que o viés ideológico é muito importante para definir o tipo de condução que vamos fazer”, defendeu.

Apesar das declarações duras, o prefeito insistiu que não se trata de uma ordem. Para ele, sua fala é uma interpretação lógica de como instituições deveriam garantir coerência entre seus valores e as pessoas que nelas trabalham.

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“Isso não significa orientar as empresas a demitir pessoas que pensam diferente. Não”, repetiu.

Para Abilio, o profissional pode ser substituído quando há alguém igualmente capacitado que se alinhe aos princípios da instituição.

“Se você entende que pode substituir essa pessoa por alguém qualificado, que vai cumprir os mesmos requisitos, e que tenha um pensamento coerente com valores éticos e morais, a missão da empresa e a aspiração do público, isso não significa orientar as empresas a demitir pessoas que pensam diferente”, declarou.

Veja vídeo:

 

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