A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência descentralizou a atuação em Mato Grosso e deixou a mobilização eleitoral a cargo de prefeitos, vereadores e lideranças municipais. A informação é do coordenador do grupo, empresário Odilio Balbinotti (PL).
Segundo Balbinotti, a orientação é organizar carreatas, adesivaços e ações para convencer eleitores que não votaram no primeiro turno a comparecer às urnas.
Após a inauguração do comitê central da campanha em Cuiabá, nesta semana, a coordenação também pediu aos parlamentares e influenciadores do grupo político para compartilharem mensagens de Flávio nas redes sociais para rebater conteúdos que considera falsos e atribui ao PT.
Balbinotti relatou que a adesão dos prefeitos foi importante para dar tração e mobilizar a campanha.
“O objetivo era que os prefeitos assumissem essas coordenações regionais. E ajudassem o pessoal a fazer material, fazer as carreatas. Se a gente tenta centralizar tudo, não funciona”, disse.
Segundo o empresário, os 142 prefeitos de Mato Grosso estão alinhados à candidatura de Flávio.
A articulação para o apoio dos prefeitos, segundo Balbinotti, contou com a participação do senador eleito Mauro Mendes (União Brasil), do governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos), do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (Podemos), entre outras lideranças.
Balbinotti descartou novos atos políticos conjuntos por enquanto. A campanha seguirá com atividades organizadas individualmente por parlamentares, prefeitos e apoiadores.
“Essa foi a maneira que a gente achou para tocar, cada um indo atrás do trabalho”, resumiu.
Eleitores ausentes
Outra prioridade é reduzir a abstenção dos eleitores, segundo o coordenador. Convencer quem deixou de votar no primeiro turno está entre as tarefas delegadas aos prefeitos e às lideranças locais.
“Esse foi o principal recado: fazer os prefeitos e demais apoiadores convencerem as pessoas a irem votar”, afirmou.
“A campanha pretende ainda combinar mobilização territorial e divulgação de mensagens nas redes sociais, com atividades organizadas nos municípios e sem depender de grandes atos políticos conjuntos das principais lideranças políticas de Mato Grosso que defendem Flávio”, completou.


























